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Quénia reforça segurança na região fronteiriça

O Quénia reforçou a segurança na região fronteiriça com a Somália depois do ataque de quinta-feira à universidade de Garissa que fez centena e meia

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Quénia reforça segurança na região fronteiriça

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O Quénia reforçou a segurança na região fronteiriça com a Somália depois do ataque de quinta-feira à universidade de Garissa que fez centena e meia de mortos. Os rebeldes somalis do Al-Shabaab, com ligações à Al-Qaida, estão na origem do atentado e prometem continuar o combate. Mandera, no norte do país, faz fronteira com a Somália e a Etiópia.

“Temos informações que Mandera está na lista dos alvos dos terroristas, durante o período da Páscoa, por isso aplicámos várias medidas para nos certificarmos que a nossa cidade está em segurança” – explica um militar.

Há relatos que dão conta da captura de cinco pessoas com ligações ao ataque de Garissa. Na cidade, os sobreviventes estão em estado de choque e contam os momentos de terror que viveram: “Ele pegou no telefone de uma estudante e disse à mãe dela – vou matar a tua filha, é a última vez que vais ouvir a voz dela. E vais ouvir-me matá-la – Em seguida ouvi um tiro.”

Além da centena e meia de mortos, quase todos estudantes, há perto de uma centena de feridos. Muitos em estado crítico. As autoridades temem que o balanço mortal vá aumentar. Este é o maior atentado no Quénia desde o ataque à embaixada americana em 1998 que fez duas centenas de mortos.