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Acelerador de partículas do CERN volta a provocar colisões na Suíça

Depois de dois anos parado, o maior acelerador de partículas do Mundo voltou a ser ativado e este domingo, no CERN, antigo acrónimo pelo qual é

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Acelerador de partículas do CERN volta a provocar colisões na Suíça

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Depois de dois anos parado, o maior acelerador de partículas do Mundo voltou a ser ativado e este domingo, no CERN, antigo acrónimo pelo qual é conhecida a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, voltou a provocar colisões em Meyrin, a localidade suíça na região de Genebra onde se localiza o Laboratório Europeu de Física de Partículas.

Este enorme aparelho, uma das estrelas do primeiro livro de grande sucesso do norte-americano Dan Brown, “Anjos e Demónios”, foi o responsável pela descoberta há cerca de três anos do “Bosão de Higgs”, partícula inicialmente predita em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs.

Também conhecido como “a partícula de Deus”, este bosão é visto como a partícula elementar que terá resultado do chamado “Big Bang”, a explosão de onde terá surgido o universo e, claro, por conseguinte, o nosso planeta Terra e toda as formas de vida conhecidas.

O diretor de Relações Internacionais do CERN, Rudiger Voss, frisa mesmo que, “sem o campo de Higgs, não existiriam átomos, núcleos ou moléculas, que são as partes fundamentais de toda a matéria”. “Por isso, também não existiriam estrelas, galáxias ou sistemas planetários. Não existiria a Terra, nem vida no planeta”, reforçou Voss.

O Grande Acelerador de Hadrões, conhecido pela sigla inglesa LHC (“Large Hadron Collider”), teve a reativação agendada para 25 de março, mas um curto-circuito atrasou o processo. Na quinta-feira, o CERN anunciou ter tudo novamente a postos e este domingo, às primeiras horas da manhã, as partículas de protões voltaram a acelerar em sentidos opostos no túnel subterrâneo, preparado para o efeito sob a fronteira da Suíça e da França e com cerca de 27 quilómetros em forma de circunferência, rumo a novos “big bangs”, ou seja, colisões.