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Favelas têm polícia mas precisam de apoio social e saneamento básico

Na praia de Copacabana, um grupo de ativistas da ONG Rio de Paz faz um funeral simbólico do menino morto, no conjunto de favelas do Alemão, para

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Favelas têm polícia mas precisam de apoio social e saneamento básico

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Na praia de Copacabana, um grupo de ativistas da ONG Rio de Paz faz um funeral simbólico do menino morto, no conjunto de favelas do Alemão, para chamar a atenção para tantas outras crianças assassinadas nestes bairros pobres ou atingidas por fogo cruzado entre o BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais , e os narcotraficantes, nos últimos anos.

Antonio Costa, presidente da “ONG Rio de Paz“: http://www.riodepaz.org.br/- “A classe média raramente chora as mortes e as violações dos direitos dos homens nas favelas. Hoje, queremos mudar a cultura na nossa cidade. Esta semana, um menino foi morto. Não podemos ficar calados .

Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morreu com uma bala na cabeça, na quinta-feira, em frente de casa, numa das favelas do Complexo do Alemão (no norte da cidade), durante um tiroteio entre agentes e traficantes de droga; a família culpa a polícia pela morte menino.

O governo do Estado do Rio assumiu todas as despesas com o funeral e a presidente, Dilma Roussef, promete elucidar todos os contornos do caso

Nada disse, no entanto, que apaziguasse a dor das vítimas das investidas de uns e de outros nestas favelas de todo o mundo, onde pequenos portos de abrigo como as sedes das ONG’s, não chegam para evitar o assédio dos traficantes ou as perseguições armadas nas ruelas onde brincam as crianças e passam milhares de habitantes. Desta vez, morreram quatro pessoas, incluindo o Eduardo.

Desde 2008, o governo do Rio de Janeiro entrou em guerra com os traficantes de droga nas favelas. As 38 unidades de polícia pacificadora, UPP, entraram em 264 favelas, onde vivem mais de milhão e meio de pessoas, e onde a lei é feita pelos traficantes de droga há mais de 30 anos.

*Betinho Casas Novas, fotógrafo e morador, pede mais para todos: – A questão social não se resolve com a presença da polícia militar. A segurança concerne a polícia, mas a questão social é responsabilidade do governo, que deve investir a nível social, trabalhar na urbanização, o que deixou de fazer. O sabeamento básico e o sistema social, são precários. O governo pode conquistar, positivamente, a comunidade aqui.*

O Brasil está em plena preparação dos Jogos Olímpicos de 2016 . Tal como há um ano, no Mundial de Futebol, a segurança está na ordem do dia e preocupa todos.