Favelas têm polícia mas precisam de apoio social e saneamento básico

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De  Maria Joao Carvalho
Favelas têm polícia mas precisam de apoio social e saneamento básico

<p>Na praia de Copacabana, um grupo de ativistas da <span class="caps">ONG</span> <strong>Rio de Paz</strong> faz um funeral simbólico do menino morto, no conjunto de favelas do Alemão, para chamar a atenção para tantas outras crianças assassinadas nestes bairros pobres ou atingidas por fogo cruzado entre o <a href="http://www.bopeoficial.com/"><span class="caps">BOPE</span> – Batalhão de Operações Policiais Especiais</a> , e os narcotraficantes, nos últimos anos. </p> <p>Antonio Costa, presidente da “<span class="caps">ONG</span> <strong>Rio de Paz</strong>“: http://www.riodepaz.org.br/- “A classe média raramente chora as mortes e as violações dos direitos dos homens nas favelas. Hoje, queremos mudar a cultura na nossa cidade. Esta semana, um menino foi morto. Não podemos ficar calados .</p> <p>Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, morreu com uma bala na cabeça, na quinta-feira, em frente de casa, numa das favelas do Complexo do Alemão (no norte da cidade), durante um tiroteio entre agentes e traficantes de droga; a família culpa a polícia pela morte menino.</p> <p>O governo do Estado do Rio assumiu todas as despesas com o funeral e a presidente, Dilma Roussef, promete elucidar todos os contornos do <a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/04/tiroteios-deixam-mortos-e-feridos-no-conjunto-de-favelas-do-alemao-rio.html">caso</a></p> <p>Nada disse, no entanto, que apaziguasse a dor das vítimas das investidas de uns e de outros nestas favelas de todo o mundo, onde pequenos portos de abrigo como as sedes das <span class="caps">ONG</span>’s, não chegam para evitar o assédio dos traficantes ou as perseguições armadas nas ruelas onde brincam as crianças e passam milhares de habitantes. Desta vez, morreram quatro pessoas, incluindo o Eduardo.</p> <p>Desde 2008, o governo do Rio de Janeiro entrou em guerra com os traficantes de droga nas favelas. As 38 unidades de polícia pacificadora, <span class="caps">UPP</span>, entraram em 264 favelas, onde vivem mais de milhão e meio de pessoas, e onde a lei é feita pelos traficantes de droga há mais de 30 anos. </p> <p>*Betinho Casas Novas, fotógrafo e morador, pede mais para todos: – A questão social não se resolve com a presença da polícia militar. A segurança concerne a polícia, mas a questão social é responsabilidade do governo, que deve investir a nível social, trabalhar na urbanização, o que deixou de fazer. O sabeamento básico e o sistema social, são precários. O governo pode conquistar, positivamente, a comunidade aqui.* </p> <p>O Brasil está em plena preparação dos <a href="http://www.rio2016.com/">Jogos Olímpicos de 2016</a> . Tal como há um ano, no Mundial de Futebol, a segurança está na ordem do dia e preocupa todos.</p>