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Quénia bombardeia Al-Shebaab por entre críticas à atuação do exército

O exército do Quénia negou ter demorado mais de sete horas a reagir ao atentado contra a universidade de Garissa. Face às acusações da imprensa

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Quénia bombardeia Al-Shebaab por entre críticas à atuação do exército

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O exército do Quénia negou ter demorado mais de sete horas a reagir ao atentado contra a universidade de Garissa.

Face às acusações da imprensa queniana, os militares garantiram ontem ter agido com rapidez sem, no entanto, evitarem a morte de 148 estudantes ao longo das 17 horas do sequestro.

Na morgue do hospital de Nairóbi, centenas de familiares continuam à espera de poder identificar as vítimas.

“Foi Deus que escolheu a minha sobrinha. Eu sempre a encorajei e apoiei nos estudos. Também tinha muita gente a apoiá-la, que contava com ela e que esperava partilhar com ela o seu sucesso”, afirma a familiar de uma das vítimas.

Em pleno luto nacional, a aviação queniana anunciou ontem ter lançado vários ataques sobre posições do grupo Al-Shebaab na Somália.

O exército afirma ter destruído pelo menos dois campos de treino, quando um porta-voz dos Al-Shebab garante que os bombardeamentos teriam falhado o alvo ao atingir campos de cultivo.

O líder da oposição queniana, Raila Odinga, apelou ontem ao governo a suspender a participação do exército nas operações contra o grupo islamita na Somália, uma das reivindicações do ataque de quinta-feira.