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Estados Unidos e Cuba: meio século para a reconciliação

No dia 15 de Dezembro de 2014, o presidente americano Barack Obama e o homólogo cubano Raúl Castro selaram, com um aperto de mão um acordo telefónico

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Estados Unidos e Cuba: meio século para a reconciliação

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No dia 15 de Dezembro de 2014, o presidente americano Barack Obama e o homólogo cubano Raúl Castro selaram, com um aperto de mão um acordo telefónico histórico, que seria anunciado dois dias depois do funeral de Nelson Mandela.

O fim do embargo tornava possível as relações diplomáticas e comerciais com que muitos sonharam.

O afastamento começou há 55 anos, quando o líder da guerrilha dos jovens barbudos, Fidel Castro surpreendeu o mundo ao derrotar a ditadura do general Fulgêncio Batista.

As relações com os Estados Unidos deterioraram-se ainda mais, quando Castro deu início à expropriação das propriedades das empresas norte-americanas no país. Abertamente comunista e anti-americano, o governo cubano entrou na esfera política da União Soviética de Nikita Kruschév.

Washington tentou fazer cair o regime. Em 1961, começou pelo episódio desastroso da Baía dos Porcos: em abril, Kennedy autorizou o plano de invasão do sul de Cuba a um grupo paramilitar de 1500 exilados cubanos anticastristas, treinado e dirigido pela CIA, com o apoio do exército. Mas houve fuga de informação e, depois de três dias de batalha contra as forças de Castro, treinadas no bloco de leste, a derrota foi humilhante: 118 mortos e 1200 prisioneiros do lado norte-americano.

Cuba e Estados Unidos passaram, abertamente, a ser inimigos.

Em fevereiro de 1962, o presidente Kennedy impôs o embargo e, no final desse ano, “a crise dos mísseis”: http://www.seuhistory.com/hoy-en-la-historia/crise-dos-misseis-de-cuba-chega-ao-fim-0colocou os dois países à beira de uma guerra nuclear.

Quando os norte-americanos descobriram mísseis soviéticos em Cuba, Washington preparou-se para ripostar. Com a tensão ao rubro, a União Soviética aceitou retirá-los contra a promessa de Washington de não atacar.

Durante décadas, os fugitivos em balsas, os balseiros, arriscaram diariamente a vida para chegar à Florida. Um dos casos emblemáticos (entre 1999 e 2000), foi o do pequeno Elián González, a quem a mãe morreu quando tentava imigrar da ilha.

O “degelo das relações”: http://huelladigital.univisionnoticias.com/encuesta-cuba/oferece a Washington um novo mercado no setor imobiliário e turístico. Os cubanos, além dos milhares de turistas esperados, também já podem receber as transferências de dinheiro dos familiares nos Estados Unidos. O otimismo generalizou-se.