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Papa Francisco abala a Turquia com a palavra genocídio

A Turquia convocou o representante do Vaticano, em Ancara, para explicar a utilização da palavra “genocídio”, por parte do Papa Francisco, durante a

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Papa Francisco abala a Turquia com a palavra genocídio

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A Turquia convocou o representante do Vaticano, em Ancara, para explicar a utilização da palavra “genocídio”, por parte do Papa Francisco, durante a missa celebrada na Basílica de São Pedro, este domingo.

No discurso inicial, o Sumo Pontífice da Igreja Católica, referiu a palavra “genocídio”, quando falou do massacre de arménios pelas forças otomanas, há uma centena de anos. Nas ruas de Istambul as opiniões dividem-se:

“Na Turquia o genocídio é uma ferida. Sempre que se fala nele acontece algo. As pessoas receiam falar sobre isso. Não se pode dizer que ele aconteceu ou que não aconteceu. Na minha opinião ele aconteceu. Quando se olha para a história veem-se provas disso. Sim houve um massacre, de ambos os lados. Há muitas fontes que nos remetem para o tempo de Atatürk”, afirma Aysun Vayic Olger, um habitante desta cidade.

“Para ser honesto, não estou de acordo que a palavra genocídio seja utilizada por uma figura religiosa importante, que tem muitos seguidores. Porque a acusação de genocídio é muito séria. A Turquia nega o genocídio, isso é um facto. Eu também rejeito. Penso que o comentário está errado”, adianta Mucahit Yucedal, outro residente.

Milhares de arménios foram deportados e, segundo as autoridades arménias um milhão e meio foram mortos e perseguidos, pelo império otomano, na I Guerra Mundial. Situação reconhecida como genocídio por mais de 20 países.