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Hillary Clinton oficializa candidatura à presidência dos EUA

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De  Maria Joao Carvalho  com REUTERS
Hillary Clinton oficializa candidatura à presidência dos EUA

<p>Hillary Clinton, na primeira corrida à nomeação democrática para as presidenciais, em 2008, foi criticada por não transmitir uma mensagem unificadora, deu a imagem de uma pessoa arrogante e distante dos eleitores.</p> <p>Salvo duas exceções: quando quando reconheceu a derrota, a favor de Barack Obama, e num discurso para uma plateia de mulheresl, em que demonstrou saber ouvir e mostrou empatia. </p> <p>Hillary Clinton, 2008:</p> <p>- É algo muito pessoal para mim. A minha candidatura não é apenas um ato político e público. Estou ciente da situação do país. Precisamos mudar de direção.</p> <p>A maior batalha de Clinton foi, provavelmente, alterar radicalmente a imagem, o que conseguiu com distinção: está mais comunicativa e sensata. Também tem bastante experiência política em relação à maioria dos rivais políticos, relativamente desconhecidos.</p> <p>A senadora democrata desempenhou o cargo de chefe da diplomacia durante quatro anos, o que lhe valeu o reconhecimento internacional, o encontro com dezenas de presidentes e de primeiros-ministros, para resolver crises como a da Líbia e do conflito em curso na Ucrânia.</p> A sua campanha tem como objetivo que todos se identifiquem com ela e com os princípios democráticos. O primeiro <a href="https://youtu.be/0uY7gLZDmn4">vídeo</a> foi descrito como Arca de Noé, onde cabem todos. Os assessores aconselharam-na a substituir a generalista expressão “classe média” e a dirigir-se aos “cidadãos norte-americanos”. <p>O analista político, Ken Thomas, explica a escolha:</p> <p>- Muitas das pessoas que aparecem no vídeo integram a coligação que elegeu, duas vezes, Obama. Eleitores afro-americanos. latinos, homossexuais, jovens e mulheres. Dá a sensação que Hillary tenta reerguer a coligação.</p> <p>Mas a experiência política acaba por ser o seu calcanhar de Aquiles. Depois de o sangrento ataque em Benghazi, foi ouvida no Congresso sobre a controversa utilização da caixa de mensagens privada quando era secretária de Estado…..</p> <p>De qualquer modo, é o início da corrida para uma grande senhora da política norte-americana.<br /> Até novembro do próximo no, ainda há muito água a passar debaixo das pontes, muitos discursos, muitos acontecimentos.</p>