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Várias personalidades dão voz nas redes sociais às ideias de Anne Frank

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Várias personalidades dão voz nas redes sociais às ideias de Anne Frank

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Várias personalidades públicas foram convidadas a ler excertos do diário de Anne Frank para assinalar os setenta anos da morte da adolescente judia vítima do nazismo. Os textos gravados foram publicados nas redes sociais na Internet.

É bom saber, setenta anos depois, tendo em conta a forma como ela viveu e todas as coisas por que passou, que ela acreditava nos direitos das mulheres.

A campanha organizada pelo Fundo Anne Frank preferiu dar voz às ideias da jovem, do que solicitar um minuto de silêncio. “Criámos o conceito de “Não ao silêncio” para uma campanha nas redes sociais. Inicialmente queríamos fazer um minuto de silêncio para assinalar a morte da Anne Frank mas achámos que não era apropriado. Não podíamos associar a Anne Frank ao silêncio. A voz dela ecoa entre as várias gerações dos últimos setenta anos. Ela foi uma fonte de inspiração para as pessoas que querem construir um mundo melhor, algo que ela desejou mas não pôde fazer”, disse Gillian Walnes, diretora do Fundo Anne Frank.

A Biblioteca Britânica, em Londres, convidou sobreviventes do Holocausto para a cerimónia de homenagem a Anne Frank. Freda Wineman esteve presa nos campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen onde conheceu a jovem.

“Ninguém queria saber de nada no período logo a seguir à guerra porque as pessoas queriam refazer as suas vidas depois da guerra, dos bombardeamentos e da ocupação. Levou algum tempo para que as pessoas quisessem ouvi-la”, disse Freda Wineman.

Hoje, Erin Boswork, embaixadora Anne Frank, revê-se nas ideias de Anne Frank.

“É muito inspirador porque sou quase da idade dela na altura em que ela morreu. É bom saber, setenta anos depois, tendo em conta a forma como ela viveu e todas as coisas por que passou, que ela acreditava nos direitos das mulheres”, disse Erin Boswork.

Ninguém sabe ao certo a data da morte de Anne Frank. Um estudo recente realizado por historiadores a pedido da Casa Anne Frank indica que a jovem terá morrido de tifo em fevereiro de 1945.

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