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Rodrigo Rato nega acusações ao segundo dia de rusgas em Madrid

O ex-diretor do FMI negou as acusações de fraude fiscal e branqueamento de capitais, nas colunas do jornal El Pais, depois da sua detenção para

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Rodrigo Rato nega acusações ao segundo dia de rusgas em Madrid

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O ex-diretor do FMI negou as acusações de fraude fiscal e branqueamento de capitais, nas colunas do jornal El Pais, depois da sua detenção para interrogatório na quinta-feira.

Os investigadores da Agência Tributária espanhola levaram a cabo uma segunda rusga, esta sexta-feira, nos escritórios de Rodrigo Rato, tendo apreendido vários documentos e material informático.

O também antigo vice-primeiro-ministro e ministro da economia espanhola, durante os governos de Jose Maria Aznar, vê-se assim a braços com novas acusações relativas aos seus bens pessoais.

Acusações que voltam a colocar o Partido Popular, no governo, sob suspeita.

O ministro das Finanças rejeita qualquer parcialidade na investigação, “todos somos iguais perante a lei, independentemente do partido a que pertencemos, ou o papel social, político ou económico que desempenhemos”, garantiu Cristobal Montoro.

Rodrigo Rato recuperou esta noite a liberdade e deverá aguardar pelo avanço das investigações, na sua residência de Madrid.

Rato tinha sido já visado por acusações de fraude, desvio de fundos e falsificação de contas, enquanto antigo dirigente do Bankia, a nova entidade bancária nascida da reestruturação da Caja Madrid.

O político, apontado como o autor do chamado milagre económico espanhol, parece agora incarnar todos os erros que levaram à crise do país.