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Volkswagen: Piëch perde braço-de-ferro, Winterkorn continua no cargo

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Volkswagen: Piëch perde braço-de-ferro, Winterkorn continua no cargo

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A Volkswagen vai continuar a contar com Martin Winterkorn como diretor-geral. O homem, que, em oito anos, duplicou os resultados do grupo automóvel alemão, recebeu o apoio de 5 dos 6 membros do conselho de administração, reunido de urgência.

Ferdinand Piëch, presidente do grupo e patriarca da família fundadora, ficou isolado.

“O senhor Winterkorn é o homem certo no topo, neste momento, de acordo com a decisão tomada pelo conselho de administração. Mas ninguém sabe se ele ainda o será dentro de dois ou três anos. O senhor Piëch já fechou essa porta”, explica o corretor da ICF Kursmakler, Arthur Brunner.

Piëch, atualmente com 78 anos, provocou um pequeno terramoto no seio do construtor automóvel ao afirmar que tinha tomado as suas distâncias face a Winterkorn, cujo mandato de diretor-geral está contratualizado até dezembro de 2016.

Sob a direção de Winterkorn, a Volkswagen passou de 8 a 12 marcas, duplicou o número de fábricas para mais de 100 e aumentou as vendas em 64%, atingindo o recorde de 10,1 milhões de veículos comercializados no ano passado.

Contudo, Winterkorn tem sido alvo de críticas devido à baixa de rentabilidade da marca histórica Volkswagen, ao fraco desempenho da companhia nos Estados Unidos, à incapacidade do grupo de acompanhar as evoluções tecnológicas – sobretudo em termos de eficácia energética – ou à lentidão na entrada no mercado dos automóveis de gama baixa.

Aos 67 anos, Winterkorn avança agora com um plano de cortes de milhares de milhões euros e uma tentativa de renovar as estruturas com o objetivo de aumentar as margens de lucro do grupo. Mas não parece convencer Ferdinand Piëch, que expulsara Bernd Pischetsrieder, o antecessor de Winterkorn.