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Cipriotas gregos à espera de um executivo moderado a norte da ilha

Os cipriotas gregos acompanham de perto as eleições a norte da ilha, com o receio de que a vitória de um candidato da “linha dura” possa voltar a

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Cipriotas gregos à espera de um executivo moderado a norte da ilha

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Os cipriotas gregos acompanham de perto as eleições a norte da ilha, com o receio de que a vitória de um candidato da “linha dura” possa voltar a ameaçar as negociações sobre a reunificação do território.

A sul da ilha, os cipriotas gregos não escondem o seu apoio ao candidato moderado Mustafa Acinci que, sem liderar as sondagens, mantém as possibilidades de vencer numa eventual segunda volta.

Uma saída possível para um impasse que dura há 40 anos, desde a ocupação turca da região norte de Chipre.

Para o responsável da agência de notícias cipriota, Larkos Larkou, “o mais importante para os dois campos é obter uma nova visão, um grande plano que permita uma solução definitiva para o problema cipriota através da participação de uma sociedade unida na União Europeia”.

Mas, como sublinha um analista político, a solução não passa apenas pelo executivo cipriota turco, mas também por uma maior abertura de Ancara ao diálogo:

“A grande questão é de saber em que medida é que a Turquia vai continuar a ditar as decisões políticas e planos estratégicos do executivo local, independentemente de quem vencer o escrutínio no norte da ilha”, afirma Costas Yennaris.

Desde outubro do ano passado que as negociações de paz se encontram suspensas, depois da Turquia ter anunciado a intenção de explorar o gás natural ao largo da ilha, sem a autorização do executivo da parte grega.