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Provavelmente mais de 900 a bordo da traineira naufragada

Prosseguem as operações de socorro no Mediterrâneo, depois do naufrágio da traineira que transportava imigrantes clandestinos com destino a Itália

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Provavelmente mais de 900 a bordo da traineira naufragada

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Prosseguem as operações de socorro no Mediterrâneo, depois do naufrágio da traineira que transportava imigrantes clandestinos com destino a Itália. Mais de 20 navios e três helicópteros estão envolvidos nas buscas.

De acordo com um sobrevivente do Bangladesh, estariam a bordo cerca de 950 pessoas, entre as quais cerca de 50 crianças e 200 mulheres, segundo a agência de notícias Ansa. Pelo menos 24 corpos foram já resgatados das águas.

Os clandestinos estariam fechados no porão do barco, o que pode ter aumentado a dimensão da tragédia no momento do naufrágio.

A embarcação naufragada encontrava-se a 60 milhas da costa da Líbia e terá sido um barco português que fez a chamada de emergência para a guarda costeira italiana, depois de ter salvo 28 sobreviventes.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, pediu já uma reunião de emergência dos líderes da União Europeia, apelando a um combate eficaz contra os passadores de imigrantes ilegais.

Renzi apontou como prioridades a dignidade humana, a par da segurança nacional, sublinhando que é urgente travar o tráfico de seres humanos. “Os novos esclavagistas não podem ficar convencidos de que este é um problema de menor importância nas nossas agendas”, afirmou o chefe do governo italiano.

Nos últimos dias, chegaram a Itália mais de 11 mil clandestinos.

O problema da imigração será discutido na reunião de segunda-feira dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, no Luxemburgo.

A operação europeia Triton, de controle das fronteiras marítimas, tem um orçamento e um raio de ação inferior à anterior, Mare Nostrum, integralmente suportada pela Itália, que tinha por objetivo o salvamento de imigrantes, com patrulhamento das águas internacionais num raio bastante mais afastado das costas europeias.