Última hora

Última hora

Liga Portuguesa, J29: Jonas e Hernâni inflamam clássico da Luz, Slimani "mais 9"

A uma semana do "jogo do título", Benfica vence no Restelo e FC Porto ganha em casa à Académica

Em leitura:

Liga Portuguesa, J29: Jonas e Hernâni inflamam clássico da Luz, Slimani "mais 9"

Tamanho do texto Aa Aa

Um bis de Jonas, iniciado logo aos 6 minutos no Restelo, e um golo solitário de Hernâni, aos 12 no Dragão diante da Académica, valeram a Benfica e FC Porto triunfos que inflamam o clássico do próximo domingo na Luz — o FC Porto segue a três pontos do Benfica e um triunfo por mais de dois golos (as águias ganharam 2-0 na primeira volta) permite à equipa da Invicta saltar para a liderança.

Em Alvalade, Tobias Figueiredo voltou a ser expulso à primeira parte e, com 10, o Sporting voltou também a conseguir chegar ao triunfo, desta feita sobre o Boavista, solidificou o terceiro lugar e ainda sonha com o segundo. Na “cauda” da tabela, nada de novo: Gil Vicente e Penafiel continuam em rota de descida.

Resultados da 29.a jornada:
V. Guimarães-Sp. Braga, 1-0
FC Porto-Académica, 1-0
Belenenses-Benfica, 0-2
Penafiel-Arouca, 0-2
Gil Vicente-Rio Ave, 0-0
P. Ferreira-Moreirense, 0-0
V. Setúbal-Estoril, 1-2
Sporting-Boavista, 2-1
Marítimo-Nacional, 1-1

Veja aqui todos os resultados e classificações atualizadas do futebol mundial:


Benfica e FC Porto, num momento raro desta época, entraram em campo à mesma hora de sábado, em campos diferentes. As “águias” no Restelo. Os “dragões”, em casa, diante da Académica. Uma vez mais, tal como na primeira volta, os “encarnados” beneficiaram do Belenenses não se apresentar na máxima força por força do “impedimento” não assumido, mas já declarado nas entrelinhas, de os “azuis” poderem fazer alinhar os jogadores cedidos pelo emblema da Luz: Miguel Rosa, tal como na primeira volta, e Rui Fonte, contratado no mercado de inverno.


Os dois treinadores abordaram a polémica antes do jogo e defenderam ser para proteção dos jogadores, colocando em causa o profissionalismo dos mesmos e criticando abertamente a legislação que proíbe este tipo de “arranjinhos”. Nas bancadas, esta polémica motivou uma tarja dos adeptos “azuis” dirigida a Rui Pedro Soares, o presidente da SAD d’Os Belenenses: “RPS, és um vendido.”

Quanto à partida, foi, ainda assim, um jogo equilibrado, entre duas equipas sem grande fio de jogo, mas com uma enorme diferença de eficácia no ataque.

Aos 6 minutos, Jonas beneficiou de um tremendo erro do Belenenses e abriu o marcador: Pelé arriscou um passe atrasado, quase isolou Lima não fosse a saída oportuna de Ventura, mas a bola sobrou para o “17”, que não desperdiçou a oferta.


O Belenenses reagiu. Aos 23 minutos, de livre, o ex-Benfica Carlos Martins obrigou Júlio César a estirar-se. Aos 36, duplo lance polémico na área do Benfica. Primeiro cai Sturgeon, após intervenção de Luisão sem jogar a bola, depois João Meira é abalroado por Eliseu. O árbitro deu amarelo a Meira (falha o próximo jogo) e mandou seguir. Os “azuis” chegaram ao intervalo a mandar no jogo, mas a perder. No Dragão, o FC Porto vencia.

Na segunda parte, o jogo perdeu interesse. O Benfica corrigiu posições, o Belenenses ressentiu-se, mas continuou a ser o conunto mais determinado em chegar ao golo. Aos 60 minutos, contudo, viu-se a diferença que… faz a diferença: Gaitán arrancou um grande cruzamento da esquerda, Jonas ganhou espaço nas costas da defesa, “matou” no peito e fuzilou de pé direito (momento da foto de abertura) para o 0-2 — 16.° golo na Liga para o brasileiro, está somente a um do líder dos artilheiros, o portista Jackson Martinez, e este é mais um duelo aceso para seguir com atenção no clássico da Luz.


No Restelo, o jogo terminou com Dálcio a desperdiçar à boca da baliza, permitindo mais uma defesa a Júlio César, um dos mais decisivos da partida, apenas suplantado por Jonas. O Benfica ganhou e, agora, pelo primeiro critério de desempate, artigo 13 do Regulamento, basta não perder por mais de dois na receção ao FC Porto para se manter na frente e a depender apenas de si próprio para ser campeão.

Lopetegui muda “9” mas cumpre

A viver uma semana alucinante, com a decisão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões diante do Bayern de Munique e a visita à Luz a dominarem atenções, Julen Lopetegui teve de tomar decisões drásticas para preservar o físico da equipa. Na quarta-feira, o FC Porto venceu os alemães (3-1) em casa, com a “carne” toda no assador — incluindo regresso de Jackson aos relvados mais de um mês depois de se ter lesionado.

No sábado, diante da Académica, o treinador espanhol apenas repetiu no “onze” o guarda-redes Fabiano e o lateral Alex Sandro, que não joga terça-feira em Munique devido aos cartões amarelos: o esquerdino alinhou… a central.

Aos 12 minutos, já com o Benfica a ganhar no Restelo, Hernâni aproveitou uma falha de Ricardo Esgaio, isolou-se e, à segunda, assinou o que viria a ser o único golo do jogo. O ex-vimaranense foi festejar com Quaresma, no banco de suplentes, o sexto golo na Liga, o segundo pelo FC Porto.

Pouco depois dos adeptos da casa aproveitarem o minuto 33 para assinalar o 33.° aniversário da presidência de Pinto da Costa, Evandro atirou ao poste da baliza. Os “estudantes” responderam com um remate por cima de Rafael Lopes, a aproveitar falha de Alex Sandro. O intervalo chegou após grande defesa de Cristiano a remate de José Angel.

A segunda parte manteve o FC Porto por cima e Cristiano em destaque. Aos 66 minutos, porém, após livre de Esgaio, Iago quase surpreende Fabiano, que defende a dois tempos.



Para os derradeiros 10 minutos, Lopetegui decidiu dar mais um pouco de competição ao regressado Jackson Martinez. Já nos descontos, o colombiano surpreendeu pela negativa: com tudo para fazer golo, à boca da baliza, Jackson faz a bola sair por cima.

Para as contas da Liga, o FC Poto somou três pontos e, a uma semana do “jogo do título”, manteve o Benfica ao alcance de um triunfo na Luz por mais de dois golos. Com a humilhante eliminação da Liga dos Campeões, após a maior derrota (6-1) da história dos “dragões” na prova, o presidente Pinto da costa, o treinador Lopetegui, Quaresma, Jackson e companhia têm, agora, de apostar as fichas todas no campeonato. O “clássico” de domingo ganhou ainda mais fervor.

Sporting vence com “10” e afasta-se do Braga

O Sporting recebeu o Boavista e entrou no jogo praticamente a ganhar. Aos 15 segundos, Adrien aproveitou as facilidades que a defesa do Boavista concedeu e bateu Mika. Parecia o início de uma noite de sonho em Alvalade. Parecia!

Marco Silva surpreendeu ao deixar Slimani e William Carvalho no banco. O espanhol Rosell e o japonês Tanaka foram as apostas. Nos “axadrezados”, Petit também mexeu na estrutura face à última jornada, com Phillipe a regressar à defesa, Marek Cech e Diego Lima ao meio-campo, e Leozinho a render Uchebo na frente.



Os visitantes reagiram bem ao golo sofrido e, aos 7 minutos, já chegavam ao empate. Insistência pela esquerda, Leozinho cruza e Zé Manuel, que havia iniciado a jogada, surge nas costas de Jefferson e culmina-a com um cabeceamento sem dar hipóteses a Rui Patrício.

O Sporting, com três médios-centros, revelava pouca dinâmica a sair para o ataque e não conseguiu criar lances que levassem a bola até Tanaka. As “panteras” pareciam sentir-se à vontade no covil dos “leões.”


Aos 33 minutos, no sabe se por lesão ou por mera opção, Marco Silva tirou o apagado Rosell e apostou em Slimani para uma frente de ataque de dois homens e um miolo de dois médios, João Mário e Adrien. Eis um esquema pouco utilizado pelo Sporting, mas que tem tudo para dar mais frutos contra equipas como o Boavista do que deixar um só avançado na luta com a defesa rival.

O treinador “leonino” só não contava, certamente, com a asneira de Tobias Figueiredo, aos 45 minutos. Tal como na receção ao Penafiel, há mês e meio, o promissor central viu um cartão vermelho por derrubar um adversário que se isolava e deixou a equipa com menos um com mais de uma parte por jogar. Tal como antes, os “leões” mostraram caráter e garras afiadas a jogar com “10” e chegaram ao triunfo.



Valeu Slimani, aos 66 minutos, a cruzamento de Carrillo, para dar o triunfo ao Sporting diante do Boavista, que pouco fez para aproveitar a vantagem numérica e lutar por mais do que o mero empate em Alvalade. Mais uma vez, contudo, Marco Silva não pode tirar grandes ilações de ter a equipa a jogar com dois avançados, dois extremos e dois médios centros. Os “leões” aproveitaram a derrota do Braga para solidificar o terceiro lugar, mas ainda olham para o segundo posto e a entrada direta na próxima edição da Liga dos Campeões.

Guimarães triunfa no dérbi minhoto

A visita do Sporting de Braga a Guimarães abriu esta 29.a jornada. Os “arsenalistas” perseguem o Sporting, mas têm também os “vimaranenses” a persegui-los. A primeira parte foi de luta e muito equilibrada. Na segunda, os anfitriões surgiram melhor e foram premiados. Aos 66 minutos, Ricardo Valente fez, de cabeça, o único golo do jogo. Os bracarenses deixaram fugir o Sporting e o Guimarães aproximou-se do quarto lugar.


No domingo, decorreu o grosso dos jogos da ronda. O “lanterna-vermelha” Penafiel recebeu o Arouca e perdeu. Hugo Basto abriu o marcador para os visitantes, aos 16 minutos. Roberto, à beira do fim, fixou o 0-2 final, que deixa os durienses a 7 pontos da salvação. O Arouca colocou-se seis pontos acima da linha de água.

O outro aflito é o Gil Vicente. Os “galos” receberam o Rio Ave e não foram além do nulo. Ganharam um ponto no confronto paralelo com o Setúbal, mas viram o Arouca fugir e alargar o fosso da salvação de quatro para cinco pontos.

Os “sadinos” também jogavam em casa e, diante do Estoril, também desperdiçaram essa vantagem. O sul-coreano Hyun-jun Suk ainda abriu o marcador para os da casa, aos 35 minutos. Mas logo a abrir a segunda parte, o brasileiro Kléber empatou para os “canarinhos” e, aos 58 minutos, Seba confirmou a reviravolta com que terminaria o encontro. O Estoril cimentou o 12.° lugar. O Vitória de Setúbal é agora antepenúltimo, mas ainda respira de forma folgada.

Ainda com algumas aspirações europeias, o Paços de Ferreira recebeu o Moreirense, que poderia, em caso de triunfo, ultrapassar o adversário na classificação. As duas equipas não pareceram, contudo, muito motivadas para a conquista dos três pontos. No final, com o nulo no marcador, o treinador dos “castores”, Paulo Fonseca, confessava: “Foi o nosso pior jogo da época.”

A ronda terminou segunda-feira à noite com outro dérbi, o da Madeira. O Nacional “desceu” ao Funchal, jogou mais de uma parte em vantagem numérica, mas apenas conseguiu empatar. Os “verde rubros” abriram o marcador aos 33 minutos, num penálti convertido por Bruno Gallo. Aos 41 minutos, Eber foi expulso, por segundo amarelo. Os “alvi negros” pressionaram, mas só a 10 minutos do final empataram. Marcou Tiquinho. As duas equipas seguem no meio da tabela separadas por um ponto, com o Nacional em nono.

Próxima jornada, a 30:
Sp. Braga-Belenenses (sexta-feira)
Académica-Gil Vicente (sábado)
Estoril-Marítimo
Rio Ave-V. Guimarães
Nacional-Penafiel (domingo)
Arouca-P. Ferreira
Benfica-FC Porto
Boavista-V. Setúbal
Moreirense-Sporting (segunda-feira)