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Migração clandestina: Três mortos junto à Grécia e mais um naufrágio em curso

Tragédias humanas agravam-se de Itália à Grécia. Só este ano, já morreram 1.500 pessoas a tentar cruzar o Mediterrâneo.

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Migração clandestina: Três mortos junto à Grécia e mais um naufrágio em curso

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Pelo menos três pessoas, incluindo uma criança, morreram esta segunda-feira na sequência de mais um naufrágio de migrantes clandestinos. Desta feita, junto à costa da ilha grega de Rhodes. Mas ao mesmo tempo deste, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou ter recebido um pedido de socorro de um barco a afundar-se algures no Mediterrâneo.

O porta-voz da OIM, Joel Millman, revelou o conteúdo do e-mail enviado pelo gabinete de Roma, em Itália: “O interlocutor disse que havia 300 pessoas na sua embarcação e que esta se estava a afundar (e) falou de mortes — 20 pelo menos”, escreveu desde Roma Federico Soda. Continuamos a aguardar mais informações deste caso.

No naufrágio ao largo de Rhodes, o barco terá encalhado nas rochas próximo da costa e partiu-se. Recorrendo aos destroços de madeira, mais de 90 pessoas terão conseguido chegar com vida à costa, foram resgatadas pelas autoridades gregas e por populares. Pelo menos 30 terão sido levados para o hospital. Mas nem todos tiveram a mesma sorte. Os três mortos são um homem, uma mulher e uma criança.

Os naufrágios de barcos sobrelotados de migrantes clandestinos rumo à Europa estão a agravar-se. No sábado à noite, mais de 700 pessoas — há testemunhas a falar em mais de 900 — terão morrido no naufrágio de um barco a que terá acorrido primeiro, em ajuda, um cargueiro de bandeira portuguesa.

De acordo com a OIM, nos primeiros meses deste ano já terão morrido 1.500 pessoas a tentar cruzar de forma clandestina o Mediterrâneo. Em todo o ano passado, morreram cerca de 3.200.

O arrastar de conflitos no norte de África e no Médio Oriente está a levar ao desespero muitas pessoas. Várias redes de traficantes, denominadas no meio como “facilitadores”, estão a aproveitar-se e a vender “sonhos” a estas pessoas em troca de milhares de euros. Muitos não chegam ao “El Dorado” prometido, mas o negócio não para e a tragédia humana agrava-se.