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Novo primeiro-ministro da Finlândia deve tirar o país da recessão

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Novo primeiro-ministro da Finlândia deve tirar o país da recessão

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O futuro primeiro-ministro finalndês, o centrista Juha Sipilä, ainda não tem uma maioria para governar e já tem grandes desafios pela frente. Principal objetivo: tirar o país da recessão onde se encontra há três anos.

O milinário das telecomunicações prevê gerir o país como uma empresa: cortando nas despesas e congelando os salários.

Nas ruas de Helsínquia, a população não está muito preocupada. “Não estamos ainda no mau caminho. Mas precisamos de tomar decisões melhores”, diz uma habitante. Outra acrescenta: “Não estou muito preocupada. Mas é verdade que uma dívida pública tão elevada é algo inquietante que tem de ser resolvido.”

De facto, em absoluto, os dados económicos finlandeses não são muito preocupantes: o que preocupa é a progressão, do desemprego (8,6% em 2014, 8,7% previstos para este ano) e, sobretudo, da dívida púiblica (que deverá passar de 55,8% do PIB, em 2014, para 59,3%, este ano), conjugada com uma evolução do PIB a rondar os zero por cento (-0,1% no ano passado, e 0,8% prevista para este ano). A isso soma-se um défice superior a 3% do PIB e eis a Finlândia no mau caminho.

Durante anos, a economia da Finlândia assentou na Nokia e no setor florestal, com o tratamento e a transformação da madeira. Ambas as indústrias estão atualmente em decadência.

A isso soma-se a instabilidade do principal vizinho e parceiro económico – a Rússia.

O terceiro problema finlandês é comum outros países europeus: uma população envelhecida.

O futuro primeiro-ministro já previu que são precisos 10 anos para a retoma da economia finlandesa.