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O contrarrelógio da Grécia em busca de liquidez

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O contrarrelógio da Grécia em busca de liquidez

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O governo grego publicou, esta segunda-feira, um decreto que obriga as empresas públicas a transferirem, para o Banco Central, a liquidez de que disponham e de que não precisem nos próximos 15 dias.

Esta medida segue-se a outras, tomadas nas últimas semanas, quando as autoridades gregas decidiram ir buscar dinheiro às caixas de pensões e a certas empresas do setor público.

“O Estado está a ficar completamente sem dinheiro. Está a ir buscar fundos a todos os sítios possíveis. Mas penso que temos liquidez suficiente para continuar. O verdadeiro teste está marcado para junho e, no final, vamos precisar de um novo acordo. Se depois disso não alcançarmos um acordo então, sim, vamos ficar sem dinheiro”, estima o analista político Dimitris Katsikas.

A próxima data importante é 24 de abril, quando o Eurogrupo se reúne. A Grécia tem, depois, um calendário bem definido para reembolsar – até junho – 2000 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

Para evitar a bancarrota, a troika exige um novo programa de reformas estruturais, que o primeiro-ministro Alexis Tsipras continua sem pormenorizar.

Para certos analistas – como o britânico Michael Hewson, a Grécia só tem uma solução: “Penso que a saída da Grécia do euro é inevitável. O ‘status quo’ já não é uma opção viável. Na realidade, é uma questão de como se consegue gerir a restruturação da dívida grega, gerir um novo programa. Porque como as coisas estão, atualmente, não é possível continuar.”

A Grécia espera, entretanto, algum alívio vindo do parceiro russo. Moscovo poderá desbloquear fundos, com base num avanço sobre receitas esperadas do futuro gasoduto “Turkish Stream”. Os media alemães falaram de 5000 milhões de euros; a Rússia já negou.