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Tragédia no Mediterrâneo: UE declara guerra aos traficantes de seres humanos

A União Europeia declarou guerra aos traficantes de seres humanos que enviam para o mar Mediterrâneo embarcações cheias de imigrantes clandestinos

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Tragédia no Mediterrâneo: UE declara guerra aos traficantes de seres humanos

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A União Europeia declarou guerra aos traficantes de seres humanos que enviam para o mar Mediterrâneo embarcações cheias de imigrantes clandestinos. No final da reunião extraordinária de ministros dos negócios estrangeiros, que decorreu esta segunda-feira, no Luxembrugo, a chefe da diplomacia europeia explicou que se decidiu “ avançar com criação de uma força conjunta de luta contra o tráfico e as redes de tráfico de pessoas. Estas equipas podem entrar em ação de imediato”.

Estas equipas vão ter autoridade para destruir as embarcações e repatriar os imigrantes. Alvo de muitas críticas por falta de ação no terreno e falta de solidariedade, os líderes dos 28 vão reunir-se esta quinta-feira numa cimeira europeia extraordinária convocada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. O poláco garante que “não espera que seja encontrada uma solução instantânea para as causas da imigração clandestina. Porque, essa solução não existe. Se existisse já a teriamos usado há muito tempo. Mas esperamos que a Comissão e o Serviço de Ação Externa apresentem opções para ações imediatas”.

Junto ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, dezenas de pessoas juntaram-se para contestar a falta de medidas da União. Um protesto de Organizações Não Governamentais, apoiado também por eurodeputados. Elly Schlein, eurodeputada italiana de centro esquerda lembra que “apenas 6 dos 28 Estados-membros recebem 75% dos pedidos de asilo. Isso levanta uma questão: onde estão os outros 22 Estados? É isto a partilha de responsabilidades? Os governos sempre foram muito zelosos das suas competências a nível da imigração. Agora é a altura de saber que Europa queremos.”
Um ativista presente na manifestação na capital belga, sublinha que “ninguém sai do seu país à procura da neve, sai porque há guerra, existem problemas. É por isso que saem do próprio país. Querem ser tratados como seres humanos, viver condignamente e trabalhar como qualquer pessoa”.

Os manifestantes exigem que a União Europeia tome medidas urgentes para o combate aos traficantes, mais cooperação nas ações de salvamento e resgate e o auxílio aos Estados-membros mais atingidos pelo fenómeno da imigração ilegal.