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UE e Cuba vão iniciar diálogo sobre direitos humanos em junho

A União Europeia e Cuba esperam chegar a um acordo de cooperação até ao final do ano. A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, anunciou

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UE e Cuba vão iniciar diálogo sobre direitos humanos em junho

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A União Europeia e Cuba esperam chegar a um acordo de cooperação até ao final do ano. A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, anunciou esta quarta-feira que os 28 vão iniciar o diálogo com Havana sobre direitos humanos a partir de 1 de junho. O anúncio foi feito durante a visita a Bruxelas do ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez.

“Sinto que alcançámos progressos, que avançámos num espírito construtivo, mutuamente respeitoso e com bases recíprocas para um fortalecimento das relações e para a cooperação total entre a UE e Cuba”, declarou o chefe da diplomacia cubana em conferência de imprensa.

A UE e Cuba iniciaram negociações em abril do ano passado já que se trata do único país da América Latina com quem Bruxelas não tem relações institucionais. Em causa, a chamada Posição Comum – em vigor desde 1996 – que impede o diálogo dos 28 com países que não respeitem os direitos humanos.

Ainda assim, em 2008 os Estados-membros levantaram as sanções diplomáticas que pendiam sobre o regime cubano.

“Penso que a abertura para a democracia e o pleno respeito pelos direitos humanos em Cuba vão chegar, em grande parte, graças às portas que se vão abrir a partir destes acordos com os Estados Unidos e com a Europa: portas tecnológicas, portas económicas, portas de intercâmbio de pessoas. Tudo isso vai fazer com que provavelmente o socialismo cubano tenha que adotar as regras democráticas”, declarou à euronews o eurodeputado espanhol Ramón Jáuregui.

Também Barack Obama disse, em meados de abril, que “É preciso virar a página” nas relações entre Washington e Havana.

O presidente norte-americano disse que quer retirar Cuba da lista de países apoiantes do terrorismo, depois de ter anunciado, em dezembro, o final do embargo imposto ao regime “castrista” há cerca de meio século.