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Um coração em forma de microchip

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Um coração em forma de microchip

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Cientistas da Universidade da Califórnia criaram um coração em forma de microchip capaz de bater como um órgão real. Para construir a estrutura, os

Cientistas da Universidade da Califórnia criaram um coração em forma de microchip capaz de bater como um órgão real. Para construir a estrutura, os investigadores norte-americanos usaram micro fluidos e células biológicas. O coração artificial bate entre 55 e 80 vezes por segundo como um coração verdadeiro.

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Trata-se da primeira demonstração de um coração humano baseado num sistema que imita a nossa fisiologia.

“Trata-se da primeira demonstração de um coração humano baseado num sistema que imita a nossa fisiologia”, explicou Anurag Mathur, investigador da Universidade de Berkeley.

O músculo cardíaco em forma de microchip foi criado a partir de células estaminais humanas pluripotentes induzidas.

As células foram colocadas numa estrutura de silicone com cerca de dois centímetros, Foram construídos pequenos canais para simular os vasos sanguíneos.

Para testar o sistema, os cientistas adicionaram vários fármacos com ações conhecidas sobre o coração.

“Temos aqui um simulacro de vasos sanguíneos. O fluído atravessa os tecidos e é banhado pelo medicamento. Quando se trata de cafeína o coração bate, o ritmo cardíaco acelera. Se for adrenalina o ritmo também acelera”, explicou Kevin Healy, especialista em bioengenharia.

O objetivo do projeto desenvolvido em Berkeley é criar um novo sistema para testar medicamentos sem recorrer a experiências com animais. Os testes com animais nem sempre são eficazes quando se trata de avaliar o nível de toxicidade de uma substância devido às diferenças biológicas entre as espécies. O microchip é mais fiável porque imita a fisiologia humana.

O próximo objetivo dos cientistas californianos é construir um fígado nos mesmo moldes, para avaliar o comportamento dos fármacos ao nível hepático.