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Corrupção provoca rombo de 2000 milhões de euros na Petrobras

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Corrupção provoca rombo de 2000 milhões de euros na Petrobras

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Os esquemas de corrupção provocaram um rombo de 2000 milhões de euros na Petrobras. No total, petrolífera brasileira registou um prejuízo de 21.600 milhões de reais, cerca de 6.690 milhões de euros) em 2014. Estes números negativos foram divulgados pela petrolífera brasileira.

As denúncias de desvio de dinheiro, pagamento de luvas e branqueamento de capitais foram detectadas no decorrer da Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público, desde Março de 2014.

Aldemir Bendine, o presidente da companhia, acredita que “a partir de hoje, a Petrobras volta a garantir as normais relações com os investidores, acionistas e credores no Brasil e nos outros países. Estamos tentar passar a limpo todos os erros que fizemos com os recursos da empresa para voltar a lidar com o mercado, com a transparência que se exige”.

Há vários meses que era aguardada a apresentação do relatório de contas para 2014. A auditora PwC recusava-se, desde novembro do ano passado, a aprovar as contas até que a petrolífera quantificasse as perdas ligadas à rede de corrupção.

Recorde-se que o chamado processo “Lava-Jato” investiga a alegada rede de lavagem e desvio de dinheiro com epicentro na petrolífera estatal Petrobras. Altos-cargos políticos, grandes empresas brasileiras, empresários e dirigentes da petrolífera estariam envolvidos neste esquemas .

A Petrobras anunciou que perdeu, ao todo, cerca de 44,6 mil milhões de reais (perto de 13,7 mil milhões de euros) só em activos da empresa, o que a lançou para o primeiro ano de prejuízos desde 1991. No total, a empresa perdeu cerca 6654 milhões de euros só em 2014 (21,6 mil milhões de reais). Um valor que contrasta, e muito, com os lucros de perto de 7270 milhões de euros em 2013 (23,6 mil milhões de reais). A dívida da Petrobras está agora perto dos 127 mil milhões de euros.

Aldemir Bendine foi nomeado para a liderança da Petrobras por Dilma Rousseff em Fevereiro. Bendine ocupa o lugar deixado por Maria Foster, que esteve à frente da petrolífera desde 2012 e foi afastada pela Presidente do Brasil de forma a limpar a imagem da empresa.

A falta de informação sobre as contas da petrolífera impediu-a de aceder a crédito e fez crescer os receios sobre a necessidade de um resgate governamental àquela que é a maior empresa do Brasil

Mas Aldemir Bendine disse na apresentação dos resultados que agora “caminhamos rumo ao esclarecimento completo dos desvios da companhia, que vinham corroendo o património dos seus accionistas e de todos os brasileiros”.