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Grécia: Cinco anos após o primeiro resgate

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Grécia: Cinco anos após o primeiro resgate

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A economia grega regrediu 22% e mais um milhão pessoas estão em situação de pobreza desde 2010, altura em que Atenas fez o primeiro pedido de assistência financeira à troika.
A 23 de abril de 2010, o Governo grego liderado pelo socialista George Papandreou pediu o primeiro resgate financeiro da crise europeia. Em maio de 2010, nos cofres de Atenas entram 100 mil milhões de euros vindos da União Europeia, Banco Central Europeu e FMI. O país teve de recorrer a um segundo resgate em março de 2012, 130 mil milhões de euros até ao final de 2014.

Mas apesar de toda esta ajuda externa, são poucos os gregos a falar de melhoria de condições de vida, os pensionistas perderam poder de compra e pedem aos políticos para encontrar uma solução para o país. Mas há quem reconheça que a responsabilidade é de todos, políticos que governos, do povo e dos líderes europeus.

O atual executivo grego, liderado por Alexis Tsipras prometou mudanças mas está desde fevereiro – altura em que foi prolongado o segundo programa de resgate, até junho – em negociações sobre as reformas a adotar para aceder à última tranche do programa de assistência: 7,2 mil milhões de euros.

Esta sexta-feira, mais uma etapa importante acontece em Riga na Letónia, os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) reúnem-se para debater a situação grega.
E cinco anos depois ainda não desapareceram os fantasmas do
incumprimento dos compromissos do Estado grego ou mesmo o da saída da Grécia da moeda única, o chamado ‘“Grexit”.