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Migração ilegal: UE quer investir 120 milhões de euros na Triton e Portugal quer ajudar

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Migração ilegal: UE quer investir 120 milhões de euros na Triton e Portugal quer ajudar

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A União Europeia (UE) aprovou esta quinta-feira um princípio de acordo para triplicar o orçamento da operação Triton para 120 milhões de euros. Em fevereiro, os recursos financeiros da Frontex, a agência de vigilância das fronteiras externas do espaço comum europeu, em que se inclui a Triton, já haviam sido aumentados dos 97,9 milhões de euros, de 2014, para 114 milhões de euros.

Portugal, que tem vindo a colaborar no Mediterrâneo com a recente operação Triton desde novembro, disponibilizou-se, através do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, a reforçar a ajuda nas missões de patrulhamento, busca e salvamento no Mediterrâneo, onde o número de naufrágios e mortos relacionados com a migração ilegal rumo à Europa tem vindo a agravar-se, em particular, nas últimas duas semanas.


O chefe de Governo português foi um dos presentes no Conselho Europeu extraordinário realizado em Bruxelas, esta quinta-feira. A pedido do primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, após o naufrágio de sábado à noite em que terão morrido mais de 800 pessoas, a reunião teve como ponto único em agenda a migração ilegal e as medidas para acabar com as trágicas mortes no Mediterrâneo de pessoas que apenas querem escapar a conflitos e perseguições nos seus países de origem.

A Itália conduziu até outubro do ano passado a operação Mare Nostrum, que custava aos cofres do Estado mais de nove milhões de euros por mês. Com o fim da operação italiana, a União Europeia lançou, através da Frontex, a operação Triton, com um orçamento estimado de 5 milhões de euros anuais e uma abrangência mais limitada

O agravamento da situação no Mediterrâneo obrigou a rever a situação. Se for ratificado pelos “28” o princípio de acordo agora anunciado, a operação Triton sai reforçada e Portugal está disponível para investir mais recursos nas operações de patrulhamento, busca e salvamento no Mediterrâneo.

Uma cimeira entre a União Europeia e uma representação de África também deverá ser marcada para Malta no segundo semestre deste ano para aprofundar esta problemática e trágica migração ilegal marítima rumo à Europa.


Ao mesmo tempo que decorria a reunião de líderes europeus, à porta do Conselho Europeu a Amnistia Internacional organizou um cortejo fúnebre em memória das milhares de vítimas deste drama da migração ilegal. Durante o ano passado, mais de 3.200 pessoas morreram a tentar cruzar o Mediterrâneo de forma clandestina rumo à Europa. Este ano, só em três meses e meio, esse número já ultrapassa as 1.700 vidas perdidas no mar que separa o norte de África e o Médio Oriente da Europa.