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"Still life": uma comédia poética e crua sobre a morte

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"Still life": uma comédia poética e crua sobre a morte

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O realizador italiano Uberto Pasolini aborda o tema da morte de forma original e poética.

Esta semana, a rubrica cinema box destaca o filme «Still life», do realizador italiano Uberto Pasolini.

“Still life” gira em torno de John May, um homem solitário que tem uma vida rotineira e um trabalho um pouco estranho: encontrar os familiares das pessoas que morrem sozinhas para que haja alguém no funeral. Um dia, May é despedido, mas, antes de ir embora, decide resolver um último caso.

O realizador italiano aborda o tema da morte de forma original. “Still life” não é um melodrama, nem uma tragédia. Uberto Pasolini adota um registo um pouco paradoxal e particular, que poderíamos apelidar de “comédia triste”. No fundo, trata-se de uma obra difícil de classificar.

O ator britânico Eddie Marsan incarna na perfeição o papel de um homem completamente desfasado da sociedade e incapaz de se adaptar a um mundo baseado na competição e na produtividade, um mundo onde a morte é um assunto a evitar.

O tema da morte é também uma forma de falar sobre a solidão nas sociedades contemporâneas. Uberto Pasolini fá-lo de uma forma por vezes crua, por vezes poética. Acima de tudo, vale a pena esperar para ver o desfecho mágico e emocionante desta produção italo-britânica.