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Comissão Europeia apresenta Agenda para a Segurança em Estrasburgo

Contra as ameaças crescentes, o executivo comunitário propôs, entre outras coisas, a criação de uma célula antiterrorista ao abrigo do Serviço

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Comissão Europeia apresenta Agenda para a Segurança em Estrasburgo

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Contra as ameaças crescentes, o executivo comunitário propôs, entre outras coisas, a criação de uma célula antiterrorista ao abrigo do Serviço Europeu de Polícia, Europol.

A Agenda Europeia para Segurança para o período 2015-2020 foi apresentada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e substitui a estratégia anterior, adotada em 2010.

“Precisamos de partilhar mais informação, de cooperação operacional efetiva, de medidas adicionais de criação de confiança. Em particular devemos desenvolver cooperação judicial para complementar a cooperação na aplicação da lei. As agências europeias existentes têm de estar suficientemente equipadas e de trabalhar de forma mais estreita”, disse Frans Timmermans, primeiro vice-presidente da Comissão Europeia.

Pela voz do co-líder da bancada verde, Philippe Lamberts, chegaram as críticas ao excesso de ênfase colocado na recolha de informação: “Quando recordamos os ataques ao Charlie Hebdo, quando recordamos os ataques terroristas cometidos no Reino Unido ou em Espanha, apercebemo-nos que as pessoas que cometeram estes crimes eram conhecidas. Não é por falta de informação que não prevenimos estes atos, é por não explorarmos as informações de que dispomos.”

O líder socialista, Gianni Pittella, apoia as novas medidas para reforçar o conhecimento, mas lembra que nada poderá funcionar com falta de diálogo: “Por um lado, temos de fortalecer os sistemas de inteligência, a cooperação entre os serviços de inteligência da UE e outros países, sobre tudo no Mediterrâneo. Por outro lado, temos de apoiar o diálogo inter-religioso.”

A Europa procura novos caminhos para fazer frente aos desafios colocados com a proliferação do terrorismo, a criminalidade organizada e a cibercriminalidade, porque, independentemente da nação, o alerta continua a ser palavra de ordem.