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Nepal: Uma economia em ruínas

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Nepal: Uma economia em ruínas

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O Nepal enfrenta com dificuldade as consequências do forte sismo de sábado, o pior desde 1934 tendo em conta o balanço provisório.

Num país de 28 milhões de habitantes, estima-se que 8 milhões tenham sido afetados pelo sismo. Para lá da tragédia humana, o país, um dos mais pobres do mundo, viu ruir a frágil economia, dependente da agricultura, das remessas financeiras dos emigrantes e do turismo.

Num país com mais de 40% de taxa de desemprego, em 2011, mais de 25% da população vivia na pobreza, com menos de 190 dólares por ano. O rendimento per capita esse era, em 2013, de 717 dólares, segundo os dados do gabinete de estatísticas do Nepal.

O turismo trouxe 800 mil visitantes em 2012. O setor representava 7% do PIB e empregava cerca de um milhão de pessoas.

O sismo devastou infraestruturas básicas, como pontes e estradas, e não só na zona da capital. A área de Katmandu, de acordo com o banco central do Nepal, era responsável por um terço da atividade económica do país, antes do sismo.

O ministro das Finanças, Ram S. Mahat, estima que a reconstrução poderá custar mais de 10 mil milhões de dólares, isto é, metade do PIB do país. Mas há quem duvide da capacidade do governo em agir, tendo em conta a paralisia política que reina desde 2008.