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Ucrânia: Incêndio próximo de Chernobyl ameaça libertar radioatividade

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De  Francisco Marques  com Lusa, Reuters
Ucrânia: Incêndio próximo de Chernobyl ameaça libertar radioatividade

<p>O maior incêndio florestal na Ucrânia desde 1992 está a aproximar-se da antiga central nuclear de Chernobyl, que há exatamente 29 anos foi palco de um dos maiores desastres ambientais e humanitários do Mundo. Há suspeitas de que na origem deste fogo esteja mão criminosa.</p> <p>Arsenyi Iatseniuk deslocou-se à região para verificar a situação. Depois de o ministro do Interior se ter mostrado um pouco alarmado com o avançar das chamas empurradas pelo vento, o primeiro-ministro ucraniano revelou-se mais otimista quanto ao controlo do fogo.</p> <p>“Os nossos serviços de emergência nacionais estão a trabalhar muito para localizar todas as frentes do incêndio. Três aviões, um helicóptero e vários veículos foram mobilizados. Várias corporações, incluindo as que foram enviadas pelo Ministério do Interior, estão a trabalhar para impedir a propagação do fogo”, afirmou Iatseniuk.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p><span class="caps">MORE</span>: <a href="https://twitter.com/hashtag/Ukraine?src=hash">#Ukraine</a> National Guard on high alert due to worsening forest fires around <a href="https://twitter.com/hashtag/Chernobyl?src=hash">#Chernobyl</a> <a href="http://t.co/Ej1q9ZsQpL">http://t.co/Ej1q9ZsQpL</a> <a href="http://t.co/LgPSSWOrd2">pic.twitter.com/LgPSSWOrd2</a></p>— RT (@RT_com) <a href="https://twitter.com/RT_com/status/593093708033163264">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> Apesar de estar a aproximar-se das ruínas de Chernobyl, o perigo não está na antiga central, ainda a cerca de 20 quilómetros do fogo, mas sim no local onde foram soterrados despojos nucleares, que dista apenas cinco quilómetros da frente de incêndio, e cuja radioatividade pode ser libertada pelo incêndio. Ainda assim, o fogo está já no interior do perímetro de exclusão de 30 quilómetros ao redor da central. <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Experts warn that Europe could receive fresh doses of Chernobyl radiation from forest fires. <a href="http://t.co/7BkJukvYlo">http://t.co/7BkJukvYlo</a> <a href="http://t.co/xKrXbnIjvS">pic.twitter.com/xKrXbnIjvS</a></p>— <span class="caps">NYT</span> Science (@NYTScience) <a href="https://twitter.com/NYTScience/status/585774122505936896">8 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> A tragédia ambiental em curso, com a destruição pelo fogo de uma vasta área de pinhal e de variadas espécies animais que ali habitam — como a agora célebre “raposa das sandes” (ver vídeo abaixo) — pode ser, por isso, agravada se os despojos nucleares forem atingidos pelas chamas. <iframe width="606" height="341" src="https://www.youtube.com/embed/BnDCcD77L0g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>Em fevereiro, por fim, alguns especialistas internacionais avisaram para a presença de isótopos radioativos nas florestas vizinhas de Chernobyl e que poderiam ser espalhados se acontecesse, por exemplo, um incêndio na zona. “Os incêndios representam um grande risco para redistribuir a radioatividade”, lia-se num “artigo publicado em fevereiro na página de internet Ecological Monographs”: http://www.esajournals.org/doi/abs/10.1890/14-1227.1 intitulado “A evolução do fogo nas florestas radioativas da Ucrânia e da Bielorrússia: os riscos no futuro para a população e o ambiente.”</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Rise in wildfires may resurrect <a href="https://twitter.com/hashtag/Chernobyl?src=hash">#Chernobyl</a>'s radiation, a paper in Ecological Monographs argues <a href="http://t.co/McqMxSXUEN">http://t.co/McqMxSXUEN</a></p>— Andrea Bonisoli (@ABonisoli) <a href="https://twitter.com/ABonisoli/status/564911239566872576">9 fevereiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>