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O paradoxo do emprego na Europa

Pergunta de Carmen, de Madrid: “Nos debates sobre a imigração, diz-se que há falta de mão de obra nos países europeus. Como é que isso é possível

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O paradoxo do emprego na Europa

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Pergunta de Carmen, de Madrid:

“Nos debates sobre a imigração, diz-se que há falta de mão de obra nos países europeus. Como é que isso é possível quando o desemprego é tão elevado?”

Resposta de Michelle Leigton, da Organização Internacional do Trabalho (OIT):

“A verdade é que a força de trabalho na Europa está a envelhecer. Nas próximas duas décadas, vamos perder cerca de 22 milhões de trabalhadores. Esse declínio significa que as empresas não vão poder ser tão produtivas ou competitivas.

Outro motivo para a falta de mão de obra, mesmo quando o desemprego é elevado, é que as empresas garantem que não há perfis suficientes que correspondam às qualificações exigidas. Um estudo efetuado pela Organização Internacional do Trabalho, no outono passado, afirma que, surpreendentemente, entre 25% a 45% dos trabalhadores europeus, dependendo do país, não têm um perfil adequado ao trabalho que desempenham.

Isto gera desmotivação, rotatividade, e torna as empresas menos produtivas e mais dispendiosas. Uma forma de assegurar que há uma maior adequação entre qualificações e postos de trabalho no mercado europeu é aperfeiçoar os programas de formação profissional, criando uma ligação com esta questão da falta de mão de obra, prevendo quais serão as necessidades no futuro, quais os setores com mais lugares por preencher.”

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