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Sismo no Nepal: Equipas de busca trabalham em contrarrelógio e mantimentos amontoam-se

As equipas de busca e salvamento estão a trabalhar em contrarrelógio no Nepal para tentar encontrar mais sobreviventes entre os escombros provocados

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Sismo no Nepal: Equipas de busca trabalham em contrarrelógio e mantimentos amontoam-se

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As equipas de busca e salvamento estão a trabalhar em contrarrelógio no Nepal para tentar encontrar mais sobreviventes entre os escombros provocados pelo forte sismo do passado sábado. À medida que o tempo passa, o risco de uma outra catástrofe de natureza sanitária ganha força, por isso as autoridades pretendem começar a passar já este sábado das operações de busca e salvamento para as da limpeza e desinfeção das zonas destruídas pelo terramoto.

A mulher e o adolescente resgatados com vida na quinta-feira, cinco dias após o sismo, dão, contudo, esperança aos socorristas de que mais gente possa estar a resistir debaixo dos escombros que o sismo provocou num vasto perímetro em torno do epicentro.

O balanço de mortos já ultrapassou os 6.250 e as estimativas é que esta trágica realidade continue a agravar-se. Os feridos, entretanto, já são mais de 14.350, atualizou o governo nepalês.

Em Catmandu, a capital, as morgues estão cheias e muitos dos corpos não reclamados estão a ser cremados. Há também instruções para que os corpos, entretanto, descobertos nos escombros sejam também de imediato cremados.

A ajuda, por outro lado, não para de chegar a Catmandu, mas está a amontoar-se no aeroporto internacional do Nepal por não haver meios suficientes que permitam leva-los até às zonas mais remotas, onde algumas aldeias apontam o dedo ao Governo por não estar a auxilia-los devidamente.

Um forte contingente militar dos Estados unidos é, entretanto, esperado este sábado em Catmandu. Quatro aviões, dois helicópteros e uma centena de “marines” (o similar aos fuzileiros portugueses) foram deslocados para o Nepal.

Entre as tarefas que os militares norte-americanos vão executar está, por exemplo, a distribuição por várias regiões dos mantimentos amontoados na capital e, com isso, esperam libertar espaço no aeroporto para que mais aviões ali possam chegar com ainda mais ajuda.

Por fim, desde Rumjatar, a leste de Catmandu, partiu esta sexta-feira um helicóptero transportando um grupo de montanhistas que, por causa do sismo, esteve cinco dias retido a mais de 3.000 metros de altitude, nas encostas da montanha de Namche Bazaar, no nordeste do país.