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França: Um negócio no Qatar

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França: Um negócio no Qatar

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O Qatar comprou 24 aviões franceses de combate Rafale por 6,3 mil milhões de euros. O documento foi assinado em Doha, na presença do emir do Qatar e do chefe de Estado francês, François Hollande.

Há também acordos para o fornecimento dos mísseis MBDA e para o treino de dezenas de pilotos e técnicos do Qatar.

A Dassault Aviation, fabricante do Rafale, é detida em 23% pela Airbus. Eric Trappier, presidente executivo da empresa, espera agora a conclusão de novos contratos no Médio Oriente, porque, diz, “todos vão ver as capacidades do aparelho”.

Ao longo de uma década, o único cliente do Rafale foi o exército francês, mas desde o início do ano, a Dassault assinou três acordos, num total de 84 aparelhos. Vendeu também ao Egito e discute a venda com a Índia.

O presidente francês desmentiu a existência de contrapartidas no acordo com o Qatar. Mas François Hollande admitiu a existência de discussões para a atribuição de linhas aéreas em França à Qatar Airways. Em causa estão as ligações com as cidades de Nice e Lyon.

A concretizar-se seria um duro golpe para a Air France, já em dificuldades financeiras.

O sindicato dos pilotos da companhia francesa denuncia a concorrência desleal das companhias do Médio Oriente, que diz receberem subvenções públicas, e já ameaçou com greves. Alerta que estão ameaçados milhares de empregos em França.