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Luísa Sobral e Lula Pena atuaram no Festival Internacional de Harare

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Luísa Sobral e Lula Pena atuaram no Festival Internacional de Harare

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Capital do Zimbabué voltou a encher-se de música, poesia, teatro e artes visuais, num evento criado em 1999 por um pianista de ascebdência portuguesa

Decorreu entre 23 de abril 3 de maio, no Zimbabué, mais uma edição do Festival Internacional das Artes de Harare (HIFA, na sigla oficial), um evento criado em 1999 e que este ano, sob o tema “Articulate”, contou com a presença de duas representantes portuguesas, Luísa Sobral e Lula Pena.

Reconhecido como um dos 10 maiores festivais africanos, este certame de música, dança, poesia e artes visuais foi criado por um pianista de ascendência portuguesa, Manuel Bagorro. Além de fundador, este pianista nascido no Zimbabué, de pai português e mãe irlandesa, é também o diretor artístico de um evento também limitado pela crise económica global.

“Para colocar de pé um festival deste nível e a esta escala são necessários muitos recursos. São muitos recursos humanos. Há muito suor e lágrimas. Temos um orçamento anual de quase um milhão de dólares. As pessoas de outros países nem acreditam como conseguimos organizar algo tão grande, de tanta mistura e tão diverso só com este dinheiro”, congratula-se Manuel Bagorro.

The African tour was one of the greatest experiences of my life.I´m so lucky I get to combine the two things I love…

Posted by Luisa Sobral on Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

O cartaz prolongou-se por seis dias e contou com artistas de vários quadrantes, incluindo norte-americanos, polacos ou suecos. A representar a lusofonia em Harare, além de Luísa sobral e Lula Pena, estiveram também os brasileiros Sergio Pierre e os Som Bit, o moçambicano Chico Antonio e o cabo-verdiano Tcheka. Houve ainda outro português, Luís Magalhães, mas este um pianista radicado na África do Sul e parte do duo TwoPianists, que reparte com a mulher, a sul africana Nina Schumann.

O guitarrista sul-africano Derick Gripper regressou este ano ao Festival Internacional de Harare e confessa-se rendido. “É um festival incrível. É uma grande honra ter sido convidado. Quando aqui vim pela primeira vez, em 2012, fiquei completamente pasmado. Não sabia que ia ser assim. Não tinha ideia de que haveria tanta diversidade. Vou a muitos festivais um pouco por todo o mundo, mas este é um dos melhores a que fui nos últimos anos”, garantiu Gripper.

O festival chegou a ser ameaçado este ano por um corte de luz que afetou boa parte da região na véspera do arranque, mas tudo correu bem. O encerramento contou com a atuação da estrela do Mali Salif Keita.