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Títulos da Airbus caem depois do acidente com o A400M

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Títulos da Airbus caem depois do acidente com o A400M

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A queda de um avião militar de carga da Airbus, no fim de semana, provocou uma desvalorização das ações da companhia aeronáutica, que chegaram a perder quatro e meio por cento antes de encerrarem a sessão desta segunda-feira a cair mais de 2%.

O desastre em Sevilha, no Sul de Espanha, irá “ter um efeito negativo nas ações durante um curto período de tempo”, afirma um analista da IG Index. No entanto, defende Alastair McCaig, o facto de a Airbus poder agora “resolver o problema antes de a produção atingir o seu pico é sem dúvida benéfico”.

O programa de desenvolvimento do A400M, que deve substituir o Hércules C-130 como o grande avião militar de transporte, tem sofrido muitos atrasos e os custos derraparam.

Como afirma um perito em defesa e aeronáutica, “não há dúvida que o programa já leva quase quatro anos de atraso em relação ao previsto e os custos estão 6.000 milhões de euros acima do que foi orçamentado, o que é muito para qualquer projeto”. Howard Weeldon refere que os problemas são normais quando se constrói um novo avião, “em particular aviões militares, cuja grande base de clientes são governos”.

O A400M que caiu em Sevilha estava em testes para ser entregue à Força Aérea da Turquia, que já suspendeu os voos dos aparelhos semelhantes que já possui, tal como outros países europeus, enquanto se investigam as causas do acidente.