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Turquia suspende voos do A-400M e ações da Airbus abrem semana em baixa

A investigação à queda do avião em Sevilha, no sábado, prossegue. As caixas negras do aparelho já foram recuperadas

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Turquia suspende voos do A-400M e ações da Airbus abrem semana em baixa

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Prossegue a investigação em Sevilha, no sul de Espanha, à queda, no passado sábado, do avião Airbus 400-M e da qual resultaram quatro mortos e dois feridos. A incerteza sobre as causas do acidente criaram desconfiança nos mercados e as ações da gigante europeia da aeronáutica abriram a semana em baixa.

O aparelho despenhou-se a cerca de um quilómetro do aeroporto sevilhano de San Pablo, após levantar voo para a primeira de seis sessões de testes antes de ser entregue, em julho, à Turquia. A bordo seguiam seis pessoas, todos espanhóis: dois pilotos, um mecânico e três engenheiros. Quatro morreram, dois ficaram feridos e continuam internados em estado “estável dentro da gravidade” do ocorrido.

O avião acidentado fazia parte de um lote de 10 acordados entre o Governo turco e a Airbus e cuja entrega deve ser feita até 2018. Seguindo a decisão preventiva de Reino Unido, Alemanha e Malásia, que também possuem este tipo de aparelhos nas respetivas frotas, a Turquia suspendeu a utilização dos dois A-400M que já tem na sua posse até que seja clarificado o que aconteceu em Sevilha. A França, por outro lado, fez saber que pretende manter no ar os seus dois A-400M até provas sólidas de que haja de facto perigo em manter os voos.

O projeto de produção do A-400M começou por ser avaliado em 20 mil milhões de dólares, mas teve de ser revisto para mais de 30 mil milhões de euros devido à muita tecnologia envolvida. As encomendas de novos aparelhos incluem 53 aparelhos para a Alemanha, 27 para Espanha, 50 para a França e 22 para o Reino Unidos.

Imagens do primeiro voo efetuado por um A-400M

O A-400M é o maior avião movido a hélices do Mundo. Nasceu de um projeto assinado em 2003 entre sete países (Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Turquia, Bélgica e Luxemburgo), que acordaram a aquisição total de 180 unidades. Foi desenhado para fins militares com o objetivo de susbtituir por exemplo o famoso Hercules C-130. A primeira entrega aconteceu em 2013, à França.

A divisão Espaço & Defesa da Airbus garante que vai continuar a realizar testes de voo ao agora controverso aparelho movido a quatro hélices. O próximo voo está previsto para terça-feira, com descolagem em Toulouse, França.