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Visita de Hollande a Cuba um "golpe diplomático"

"A França quer assumir a sua quota de mercado antes de os EUA".

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Visita de Hollande a Cuba um "golpe diplomático"

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A histórica visita de François Hollande a Cuba ocorre apenas um mês depois do aperto de mão, igualmente histórica, entre Raul Castro e Barack Obama.

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Um “golpe diplomático” do Eliseu, no entender de alguns comentadores. François Hollande é o primeiro chefe de Estado ocidental a pisar a ilha, desde o início do degelo das relações entre Washigton e Havana.

“A França sempre apoiou as exigências económicas feitas pela América Latina para uma distribuição justa da riqueza. Hoje este continente e as Caraíbas tornaram-se atores importantes do século 21”.

Hollande não deve ser visto com Fidel Castro. Segundo o Eliseu não haverá disponibilidade de agenda. No imediato, o chefe de Estado francês está interessado, sobretudo, nas relações comerciais que podem ser estabelecidas com Cuba com o fim do embargo dos EUA.

Paris não esconde as suas ambições. “A França quer assumir a sua quota de mercado antes de os EUA”. Manuel Yepes, analista de política internacional explica:

“Antes, qualquer iniciativa de França ou doutros ditos “aliados” dos norte-americanos não chegava a Cuba com receio dos EUA. Mas agora, o início do diálogo entre Cuba e os Estados Unidos abriu caminho para a normalização das relações”.

Alguns contratos comerciais devem ser assinados esta segunda-feira, enquanto que nada deverá ser formulado por parte de Hollande em matéria de direitos humanos.