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Iémen: Um cessar-fogo depois de duas semanas de bombardeamentos sem trégua

As armas deverão calar-se nos próximos cinco dias no Iémen, quando a trégua humanitária acordada pelos dois lados do conflito entrou em vigor ao

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Iémen: Um cessar-fogo depois de duas semanas de bombardeamentos sem trégua

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As armas deverão calar-se nos próximos cinco dias no Iémen, quando a trégua humanitária acordada pelos dois lados do conflito entrou em vigor ao início da noite desta terça-feira (22h00 CET).

O cessar-fogo ocorre mais de duas semanas depois do início dos bombardeamentos da coligação militar árabe sobre as posições das milícias Houtis – que combatem as forças do presidente Hadi – e que provocaram mais de 1.400 mortos e dezenas de milhares de refugiados.

Na capital, Sanaa, os habitantes mostram-se céticos, depois dos últimos ataques, desde domingo, terem provocado pelo menos 160 mortos:

“Que trégua? Quantos dias vai durar? Quando vai terminar e o que vai acontecer depois? Se antes os dois campos parecem irreconciliáveis o que vai acontecer daqui a uns dias? Nós dizemos ao líder Houti e ao ex-presidente Saleh que já basta de massacres, de derramamento de sangue iemenita e de bombardeamentos sauditas”.

Outro residente afirma: “Nós pedimos uma trégua. Precisamos de gasolina, diesel e farinha. Precisamos de ajuda, precisamos de tudo. As pessoas morrem de fome”.

A ONU apelou ao respeito do cessar-fogo quando reconhece que os cinco dias poderão não bastar para reabastecer as principais cidades, sob embargo saudita, e onde escasseiam os combustíveis e os bens essenciais.

O Irão, aliado dos rebeldes Houtis, mobilizou já um navio de guerra para entregar 2.500 toneladas de ajuda humanitária ao país. Os Estados Unidos alertaram, no entanto, Teerão para que não aceda diretamente ao território e que entregue a mercadoria no centro de logística montado em Djibouti.

O enviado da ONU, Ismaïl Ould Cheikh Ahmed, já se encontra no território para tentar sentar os dois campos à mesma mesa. Washington, por seu lado, espera poder relançar as discussões entre os dois campos com vista a um acordo de paz, durante a cimeira EUA-Países do Golfo que se realiza esta quinta-feira.