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Economista Esther Duflo vence Prémio Princesa das Astúrias nas Ciências Sociais

Medalha John Clark https://www.aeaweb.org/articles.php?doi=10.1257/jep.25.3.197 Conferência em 2011 sobre a pobreza <iframe width="606" height="341" src="https://www.youtube.com/embed/4vzvSaDlhyM" fr

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Economista Esther Duflo vence Prémio Princesa das Astúrias nas Ciências Sociais

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A economista franco-americana Esther Duflo, de 42 anos, foi a escolhida entre 26 candidatos para receber este ano o Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais, ao qual concorria também o jurista português Adriano Moreira, de 92 anos. Este foi o segundo anúncio de oito categorias de prémios entregues desde 1981 pela agora denominada Fundação Princesa das Astúrias, cuja presidente de honra é agora Leonor de Bourbon, de 9 anos, promovida de Infanta a Princesa e primeira na linha de sucessão do pai, o rei Filipe VI.


Depois das Artes, que há uma semana destaco o cineasta norte-americano Francis Ford Coppola, a escolha nas Ciências Sociais foi revelada e explicada no Hotel da Reconquista, em Oviedo, Espanha ao meio-dia desta quarta-feira (11 horas em Lisboa), pela presidente do júri, Carmen Iglesias Cano.

“O júri acordou conceder o Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais 2015 à economista franco-americana Esther Duflo pelas suas inovadoras e decisivas contribuições para a economia do desenvolvimento e pelo estudo das políticas contra a pobreza”, afirmou Carmen Iglesias Cano, diante dos restantes 15 elementos do júri deste prémio.

Da classe alta de Paris à luta ativa contra a pobreza


Esther Duflo é uma famosa ativista no estudo e na busca de soluções para a pobreza mundial. Cresceu entre a classe alta de Paris e ganhou paixão pela economia. Focou-se no estudo da pobreza e, aos 37 anos, recebeu a medalha John Bates Clark, que distingue os mais promissores economistas do Mundo com menos de 40 anos.

Ao longo de 15 anos, com a ajuda de Abhijit V. Banerjee, visitou dezenas de países nos cinco continentes, num projeto que culminou, em 2011, com o lançamento em coautoria do livro “A Economia dos Pobres: Repensar de Modo Radical a Luta Contra a Pobreza Global” — distinguido como “Livro Económico do Ano” nos prémios Financial Times and McKinsey.


Atualmente professora no Instituto de Tecnologia do Massachusetts, o famoso M.I.T. dos Estados Unidos, a franco-americana tem vindo a ser galardoada com várias distinções pelo ativismo económico com que se tem dedicado ao problema da pobreza.

Este ano, junta pelo menos mais um e importante. Esther Duflo recupera para economia, 11 anos depois do triunfo do norte-americano Paul Krugman, o Prémio Princesa das Astúrias de Ciências Sociais, galardão já ganho por um português, em 1995. A distinção lusa coube ao historiador Joaquim Veríssimo Serrão.


A candidatura de Adriano Moreira (CV em PDF) ao Prémio Princesa da Astúrias 2015 havia sido, entretanto, proposta pela Academia de Ciências de Lisboa, instituição que o jurista, estadista, ex-deputado, antigo ministro e líder partidário (CDS) chegou a presidir.

No total foram entregues 223 candidaturas, de 51 países, para todas as oito categorias: Artes, Ciências Sociais; Comunicação e Humanidades; Cooperação Internacional, Concórdia; Desportos; Investigação Científica e Técnica; e Letras.

Cada vencedor recebe uma escultura de Joan Miró e 50 mil euros, além de um diploma e uma insígnia.

Com Adriano Moreira afastado nas Ciências Sociais, Portugal ainda pode ganhar um Prémio Princesa das Astúrias este ano. A antiga maratonista portuguesa Rosa Mota é candidata na categoria Desportos. O nome de Rosa Mota foi proposto pelo Comité Olímpico de Portugal e pelo embaixador de Espanha em Portugal. O prémio Princesa das Astúrias 2015 na categoria Desporto é anunciado a 3 de junho.