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Imigração: Plano da UE "naufraga" em seis capitais

Centenas de imigrantes africanos continuam a afluir às costas italianas, resgatados pelos navios europeus que participam na operação Triton

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Imigração: Plano da UE "naufraga" em seis capitais

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Centenas de imigrantes africanos continuam a afluir às costas italianas, resgatados pelos navios europeus que participam na operação Triton.

Trezentos clandestinos salvos por uma fragata alemã, ao largo da costa da Líbia, desembarcaram esta sexta-feira na Sicília, depois de mais de 3 mil pessoas terem sido resgatadas das águas do Mediterrâneo, nas últimas 48 horas.

Uma operação que coincide com o debate sobre o plano europeu para lidar com a vaga migratória, apresentado na quarta-feira, quando seis países rejeitam a proposta da Comissão de repartir 20 mil refugiados pelos estados membros nos próximos dois anos.

Reino Unido, Irlanda e Dinamarca, que não são abrangidos pela medida, defendem antes de mais uma intervenção na Líbia, por onde transita a maioria dos clandestinos.

Húngria, Polónia, República Checa e Eslováquia já afirmaram que pretendem votar contra o projeto que deverá ser discutido no conselho europeu de 15 de junho.

No ano passado, mais de 185 mil imigrantes obtiveram asilo na União Europeia, um número que representa menos de metade do total de pedidos apresentados.

A Aústria anunciou já a criação de três acampamentos para acolher a nova vaga de refugiados, sob as críticas de várias organizações humanitárias e dos presidentes da Câmara das três localidades escolhidas pelo governo.

O plano europeu prevê igualmente a criação de um centro piloto, no Niger, para tentar dissuadir os candidatos à imigração para a Europa que deverá abrir na cidade de Agadez, até ao final do ano.

Cerca de 60% dos clandestinos provenientes dos países da África ocidental transitam pelo Niger, a caminho das costas europeias.