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Tanzânia à beira de crise humanitária com refugiados do Burundi

No Burundi prossegue a escalada de violência. Nas ruas da capital, Bujumbura,não cessam os confrontos dos opositores do presidente Pierre Nkurunziza

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Tanzânia à beira de crise humanitária com refugiados do Burundi

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No Burundi prossegue a escalada de violência. Nas ruas da capital, Bujumbura,não cessam os confrontos dos opositores do presidente Pierre Nkurunziza com o exército.

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A Organização Mundial da Saúde alertou esta terça-feira para uma "severa crise humanitária" na Tanzânia.

Entretanto, face ao crescendo de instabilidade, mais de 100 mil burundineses abandonaram o país nas últimas semanas, fazendo recear uma crise humanitária nos países vizinhos.

No espaço de um mês, o campo de refugiados de Mahama, no Ruanda, próximo da fronteira com a Tanzânia, acolheu já milhares de burundinenses.

Mas são cada vez mais a chegar e começa a ser difícil assegurar as condições básicas. A quantidade de água distribuída foi reduzida de 16 para 10 litros por pessoa.

A Tanzânia enfrenta já uma grave crise humanitária, com a chegada de dezenas de milhares de refugiados burundineses ao leste do país.

Segundo um responsável pelo apoio médico do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (com a sigla UNHCR em inglês), Kahido Maina, trata-se de uma situação de emergência:

“A nossa estimativa atual é de cerca de 64 mil refugiados que fugiram do Burundi nos últimos dias e que estão distribuídos em diferentes pontos.
Trata-se de um número muito elevado e adivinhamos que vão chegar mais. Há muitas pessoas na fronteira, não temos a certeza dos números, mas sim, trata-se de uma situação complexa de emergência.”

Em Kagunga, um pequeno povoado de pescadores junto ao lago Tanganica, que separa o Ruanda da Tanzânia, morreram sete pessoas por diarréias e na segunda-feira as autoridades da Tanzânia confirmaram que um surto de cólera foi identificado, sugerindo que o número de vítimas mortais pode vir a aumentar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta terça-feira para uma “severa crise humanitária”.

A situação é especialmente preocupante em Kagunga, cuja população aumentou de 11.382 pessoas para 90 mil, desde abril, informou a OMS em comunicado.