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Ambições espaciais russas com grandes desafios pela frente

As autoridades espaciais russas preparam-se para publicar o relatório sobre a origem do terceiro acidente espacial em três semanas: o do lançador

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Ambições espaciais russas com grandes desafios pela frente

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As autoridades espaciais russas preparam-se para publicar o relatório sobre a origem do terceiro acidente espacial em três semanas: o do lançador Proton que levava a bordo um satélite mexicano.

Uma fonte do setor afirmou ao jornal Rossiïskaïa Gazeta, que os eventuais problemas nos motores da terceira fase do lançamento não terão sido detetados no controlo técnico da produção.

Tempo e dinheiro perdidos numa industria com ambições elevadas.

“A atividade dos foguetões espaciais é uma componente essencial do desenvolvimento económico-social do país. É uma questão de honra devolvermos à Rússia o poderio espacial, a posição de liderança no mundo”, afirmou o vice-primeiro-russo, Dmitry Rogozin.

Transformar a agência espacial russa Roskosmos numa empresa pública, aumentar salários e combater a corrupção é uma das prioridades nas ambições russas que começaram a tornar-se urgentes.

Konstantin Kreidenko, editor da revista Vestnik Glonass, explica que “o grande problema são os recursos humanos a todos os níveis, a começar pelos que tomam as decisões até aos que operam os produtos espaciais antes do lançamento”.

Os russos ocupam a liderança no setor dos lançamentos espaciais, com 40% do mercado, mas a competição é feroz.

Os americanos ganham terreno. Depois de retirar os seus vaivéns do ativo, a NASA apoia-se em empresas privadas como a Space-x, que terá a missão de colocar homens no espaço em 2017 para a agência espacial dos Estados Unidos.