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Síria: Mais de 100 soldados sírios morreram e ISIL conquista o património UNESCO de Palmira

Mais de uma centena de soldados às ordens do governo da Síria foram mortos na batalha de Palmira. A cidade património da UNESCO foi conquistada

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Síria: Mais de 100 soldados sírios morreram e ISIL conquista o património UNESCO de Palmira

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Mais de uma centena de soldados às ordens do governo da Síria foram mortos na batalha de Palmira. A cidade património da UNESCO foi conquistada quarta-feira pelo grupo autoproclamado Estado Islâmico (ou ISIL, pela sigla inglesa), que já controla mais de metade do país governando por Bashar al-Assad.

Terá sido a primeira vez que os “jihadistas” do ISIL conquistaram o controlo de uma cidade ao exército sírio e às forças aliadas que combatem os insurgentes. Neste caso, trata-se de importante ponto estratégico. Em Palmira, está localizado um aeroporto, situa-se uma importante base militar síria e a região é cruzada por uma importante autoestrada que liga a capital síria, Damasco, às províncias no leste do país, a maioria já controladas pelos extremistas islâmicos.

Em Damasco, o ministro do interior garantiu que o governo de Bashar al-Assad está a fazer tudo para proteger o legado da cidade antiga. “Em cooperação com as forças militares, estamos a envidar todos os esforços possíveis para proteger Palmira e a trabalhar com o Ministério da Cultura para manter em segurança os monumentos. Vamos fazer tudo para proteger estas antiguidades porque este é um legado para a nossa nação e para a humanidade”, afirmou Mohamad al-Shaar.


Situada 200 quilómetros a nordeste de Damasco e a pouco mais de 150 a leste de Homs, Palmira, tal como o nome indica, eleva-se como um oásis no deserto sírio. Já o era assim há mais de 2000 anos. Nela encontram-se hoje em dia ruínas do que foi um dos mais importantes centros culturais do Mundo antigo, cujo primeiro registo data do segundo milénio antes de Cristo.

Palmira era um entreposto para todos os viajantes que cruzavam o deserto sírio. A certa altura, revoltou-se contra o Império Romano e foi o quartel-general do fugaz Império de Palmira. A riqueza da cidade permitiu-lhe erigir uma vasta diversidade de monumentais edifícios, por volta dos séculos I e II depois de Cristo, de que hoje em dia apenas resistem ruínas.

Há dois anos, a UNESCO colocou Palmira na lista Património mundial em perigo. Hoje, às mãos do grupo Estado Islâmico, que tem vindo a destruir por onde passa muitos dos símbolos das culturas rivais, Palmira está mesmo em perigo.