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EI avança no Iraque e Washington mantém bombardeamentos aéreos

Estará um novo xadrez geoestratégico a caminho? Numa guerra destas, a Casa Branca admite recuos como o de Ramadi e flutuações. A Rússia também estende a mão a Bagdade.

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EI avança no Iraque e Washington mantém bombardeamentos aéreos

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Um esconderijo de armas, no Iraque, levanta um pouco do véu sobre os meios de que dispõe o “exército” de jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI), no combates contra as forças governamentais.

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Num conflito como este, haverá dias como o que vimos em Ramadi, e flutuações, mas estamos persuadidos que a nossa estratégia é a boa, é o bom enquadramento para avançar.

Bombas enterradas nas aldeias, ruas minadas, tudo serve para armadilhar nesta guerra pouco convencional.

Há muito tempo que se sabe que o EI está bem armado e tem recursos, devido à resistência na Síria e no Iraque, mas as recentes vitórias provam que o apoio de que beneficia vai muito além do campo de batalha.

Um vídeo mostra as encenações de festa nas ruas de Mossul, depois da tomada de Ramadi, na província de Anbar – o “EI não descura a propaganda”: http://pt.euronews.com/2015/05/21/fluxo-migratorio-do-mediterraneo-desloca-se-para-leste-e-aumenta/ .

O aumento do controlo deste “grupo” sobre a Síria e o Iraque é incrível. As suas forças tomaram o controlo de várias cidades (e mantêm-no pelo terror) e procuram consolidar a sua presença em toda a província de Anbar – da qual Ramadi é a capital – que abre a via para Bagdade. Mesmo nas zonas controladas pelas forças iraquianas, há bolsas de atividades rebeldes.

O mais alarmante é que este avanço fulgurante traz à luz as falhas do exército iraquiano e os limites dos bombardeamentos aéreos contra os locais onde estão a ser fabricados engenhos explosivos.

No fim de semana passado, as forças especiais americanas afirmaram ter morto um líder do EI na Síria. Esta semana, 25 zonas específicas de fabrico improvisado, perto de Ramadi, foram alvo de bombardeamentos.

O presidente americano, Barack Obama, declarou que a queda de Palmira foi um revés. Mas Washington mantém a estratégia.

A porta-voz do governo, Marie Harf, confirma:
- No Iraque, por exemplo, falamos muito de Ramadi. Foi um sério revés. Conhecemos alguns avanços na ajuda aos iraquianos para fazer recuar o EI em várias regiões. Num conflito como este, haverá dias, como o que vimos em Ramadi, e flutuações, mas estamos persuadidos que a nossa estratégia é a boa, é o bom enquadramento para avançar.

Pelo seu lado, a Rússia apressou-se a renovar as relações com um país que considera fraco e pouco fiável. Na quinta-feira, o presidente Putin recebeu o primeiro-ministro iraquiano, Haidar al-Abadi, para lhe prometer ajuda militar para combater o autoproclamado Estado Islâmico. Algumas fontes referem que Bagdade estará a postos para comprar armas ao Kremlin por 3 milhões de dólares.