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Presidente da Colômbia garante estar pronto para eventual contra-ataque das FARC

Operação militar de quinta-feira fez 26 mortos entre guerrilheiros revolucionários. O cessar-fogo acordado em dezembro terminou de forma unilateral

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Presidente da Colômbia garante estar pronto para eventual contra-ataque das FARC

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O Presidente da Colômbia garantiu estar pronto para uma eventual resposta armada das Forças Armadas Revolucionárias (FARC) à operação militar da madrugada de quinta-feira, em que terão sido mortos 26 guerrilheiros. A garantia de Juan Manuel Santos surgiu momentos depois dos rebeldes terem anunciado o fim unilateral do cessar-fogo que imperava no país há cinco meses.

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Vamos continuar a combater, sem tréguas nem quartel, todas as formas de criminalidade em todos os cantos da pátria

“Dez minutos depois de ter dado a conhecer aos colombianos que tinham morrido 26 guerrilheiros nesta operação militar, as FARC vieram logo dizer que suspendiam o cessar-fogo e iniciavam ofensivas militares como ato de represália. Quero dizer-lhes, como, é óbvio, que estaremos preparados para isso embora insistamos em procurar essa paz que o país precisa”, afirmou o Presidente colombiano, à margem de um seminário de Literatura da China e da Colômbia, onde esteve acompanhado pelo primeiro-ministro chinês Li Kekiang.


Juan Manuel Santos acrescentou ainda que “as forças armadas (colombianas) estão a cumprir o seu dever”, considerando ser “claro que a guerrilha já deve estar a pensar em como se vingar e em represálias”. “Esta guerra, em que levamos mais de 50 anos, colocou-nos numa espiral onde os nossos filhos crescem com violência”, lamentou.

Horas antes, perante alguns líderes militares colombianos, o Presidente já tinha revelado os resultados da operação militar de quinta-feira numa comunicação em que já havia deixado uma promessa: “Vamos continuar a combater, sem tréguas nem quartel, todas as formas de criminalidade em todos os cantos da pátria.”

A este anúncio, as FARC responderam com um comunicado em que criticavam a “incoerência do governo Santos” e responsabilizavam o Presidente colombiano pelo final do cessar-fogo. Mais tarde, num outro comunicado, o grupo guerrilheiro alertou que a zona de Guapi, na região de Cauca, no sidoeste colombiano, onde aconteceu a operação militar, está em risco de perigosos deslizamentos de terras e que a população est´em pânico.