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Irlanda conta os votos do referendo para legalizar o casamento homossexual

Não há sondagens à boca das urnas, mas a elevada afluência, em especial nos centros urbanos, parece confirmar a indicação deixada pelas sondagens: o "sim" ao casamento entre pessoas do mesmo sexo deve

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Irlanda conta os votos do referendo para legalizar o casamento homossexual

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Não há sondagens à boca das urnas, mas a elevada afluência, em especial nos centros urbanos, parece confirmar a indicação deixada pelas sondagens: o “sim” ao casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser aprovado na Irlanda, o primeiro país do mundo a submeter a questão a referendo.

A Irlanda era até à poucos anos um dos países mais conservadores da Europa, mas a autoridade moral da Igreja Católica tem vindo a diluir-se com a evolução das mentalidades e foi minada pelos sucessivos escândalos de abusos e de pedofilia.

Muitos dos que se casam hoje em dia consideram que o referendo tem a ver com “igualdade”, que se ninguém diz aos heterossexuais com quem podem ou não casar, então “todos deviam ter o mesmo direito de escolha. Quem quiser, deve poder casar-se com a pessoa que ama. É uma questão simples e só tem que ver com igualdade”, referia um casal casado de fresco.

O referendo ao casamento homossexual atraiu também o interesse da diáspora.

Nas redes sociais, grupos que apoiam o “sim” incentivaram os emigrantes a viajar até à Irlanda para votarem.

Houve quem viesse de Nova Iorque ou mesmo de Sydney para votar. Outros, mudaram os planos para exercer o seu direito.

A taxa de participação na consulta popular deve andar entre os 50 e os 60%. Os resultados da votação para alterar a constituição e permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo devem ser conhecidos esta tarde. A Irlanda prepara-se para avançar nos direitos dos homossexuais mas o aborto continua a ser proibido, salvo perigo de vida para a mãe.