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Ninguém quer assumir responsabilidades na crise dos migrantes no sudeste asiático

Pela primeira vez, a Birmânia socorreu um barco e levou mais de 200 migrantes para terra, mas já avisou que os vai recambiar para o vizinho Bangladesh.

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Ninguém quer assumir responsabilidades na crise dos migrantes no sudeste asiático

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A crise dos migrantes no Golfo de Bengala e no Mar de Andamão continua sem fim à vista. Segundo as Nações Unidas, mais de 3500 pessoas estão abandonadas ao destino em alto mar enquanto os países da região insistem num “jogo do empurra” inevitavelmente fatal.

Pela primeira vez, desde que o problema chegou finalmente às manchetes da imprensa internacional, no inicio de maio, a Birmânia socorreu um barco e levou mais de 200 migrantes para terra, mas já avisou que os vai recambiar para o vizinho Bangladesh.

Incapaz de agir, a ONU multiplica os apelos. De visita ao Vietname, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, repetiu que a “primeira prioridade” é salvar vidas no mar e recordou que as leis internacionais proíbem o reenvio para o alto mar de pessoas em perigo de vida.

A situação agravou-se substancialmente depois de uma operação da Tailândia contra os traficantes, que acabaram por abandonar os barcos sobrelotados de migrantes. A grande maioria dos migrantes faz parte da minoria muçulmana Rohingya, perseguida na Birmânia. Os restantes são pobres do Bangladesh em busca de uma vida melhor.