Última hora

Última hora

Será o fim do bipartidarismo em Espanha?

O bipartidarismo em Espanha pode acabar nas eleições locais e regionais deste domingo. As duas forças que dominam a política desde a restauração da democracia vão certamente ceder espaço e provavelmen

Em leitura:

Será o fim do bipartidarismo em Espanha?

Tamanho do texto Aa Aa

O bipartidarismo em Espanha pode acabar nas eleições locais e regionais deste domingo. As duas forças que dominam a política desde a restauração da democracia vão certamente ceder espaço e provavelmente algum poder aos partidos que nasceram do movimento dos “indignados” no sufrágio há 4 anos.

Após anos de austeridade e sucessivos escândalos de corrupção, o Partido Popular (PP), do primeiro-ministro Mariano Rajoy, deve perder parte do apoio que lhe permitiu governar 11 das 13 comunidades que renovam os parlamentos regionais. Mas a anunciada queda dos conservadores não deve beneficiar os socialistas, como acontecia no passado.

Se o PP deverá assistir a uma fuga de votos para o ‘Ciudadanos’, o PSOE enfrenta a ameaça do ‘Podemos’. Albert Rivera e Pablo Iglesias, que tem mais seguidores no Twitter do que Rajoy, esperam capitalizar o voto dos jovens, os mais fustigados pelo desemprego, que atinge mais de 20% da população ativa.

A luta pela capital também desperta muita atenção. Esperanza Aguirre, um dinossauro político do PP, regressou à atividade mas enfrenta forte oposição da plataforma de esquerda Ahora Madrid, liderada pela juíza na reforma, Manuela Carmena. O mesmo se passa em Barcelona, onde o nacionalista Xavier Trias é ameaçado por Ada Colau, a ‘musa’ dos indignados, que também fundou a plataforma contra os despejos.

Em resumo, o enviado da euronews, Carlos Marlasca, afirma que “a campanha, centrada nos ataques e parca em propostas, abriu a porta a umas eleições com os resultados mais imprevisíveis em quase quatro décadas de democracia em Espanha”. O sufrágio pode confirmar o surgimento de Ciudadanos e Podemos como alternativa democrática e será um grande teste às formações tradicionais tendo em vista as eleições gerais, lá mais para o final do ano, que ainda têm de ser marcadas.