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Espanha: "Indignados" impõem condições para alianças em Madrid e Barcelona

A vaga de indignação contra a austeridade prepara-se para tomar o poder, em Madrid e Barcelona, após as eleições locais de domingo. Uma tarefa que

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Espanha: "Indignados" impõem condições para alianças em Madrid e Barcelona

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A vaga de indignação contra a austeridade prepara-se para tomar o poder, em Madrid e Barcelona, após as eleições locais de domingo.

Uma tarefa que vai ter de passar, no entanto, por difíceis negociações de coligação, entre as listas de cidadãos apoiadas pelo partido Podemos, sem maioria nos dois municípios, e as formações tradicionais da esquerda, como o partido Socialista.

O líder do Podemos, Pablo Iglesias, afirmou hoje que está pronto a estender a mão a outras formações para formar alianças, desde que respeitem os compromissos da formação.

Em Madrid e Barcelona, as condições de uma coligação passam pela aceitação de medidas como o fim dos despejos por razões económicas, mais pressão sobre os bancos ou o fim das viaturas oficiais.

Derrotado após mais de um quarto de século de maioria absoluta na câmara de Madrid, assim como em mais de 500 municípios, o partido PP tenta ainda garantir a presidência da região da capital, quando pretende selar um acordo com o partido Ciudadanos para atingir a maioria no parlamento regional.

O líder da formação, Ignacio Aguado, que chegou em quarto lugar no escrutínio afirmou já que não haverá acordo sem o respeito integral dos 200 pontos do programa da formação cidadã, de tendência liberal.

O resultado das eleições municipais em Madrid deu a vitória ao PP, por um assento face à lista Ahora Madrid da ex-juíza Manuela Carmena, a única a ter possibilidade de formar uma coligação maioritária com os socialistas.

Em Barcelona, a lista liderada pela ex-ativista contra os despejos, Alda Colau chegou em primeiro lugar no escrutínio, mas sem maioria para governar. Ao contrário de Carmena, Colau poderia optar por governar em minoria quando as suas propostas de aumentar a pressão sobre bancos e companhias elétricas arrisca-se a não obter o apoio de outras formações.