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Grécia: Sem liquidez e em contagem decrescente para os próximos pagamentos

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Grécia: Sem liquidez e em contagem decrescente para os próximos pagamentos

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A Grécia está, cada vez mais, com a corda na garganta. Atenas tem uma agenda financeira apertada e cada vez menos liquidez para honrar as dívidas.

Os salários dos funcionários públicos e as pensões de reforma deste mês – que serão pagos esta semana – estão assegurados, afirma um porta-voz do governo.

Menos garantidos estão os próximos pagamentos aos credores internacionais.

Durante o mês de junho, a Grécia deve pagar 5200 milhões de euros de obrigações de curto prazo e reembolsar o Fundo Monetário Internacional em 1560 milhões de euros. O próximo pagamento ao FMI – 300 milhões de euros – está agendado para a próxima semana.

E no mês de julho, a Grécia tem mais 7000 milhões de euros a pagar aos diferentes credores: 3500 milhões ao Banco Central Europeu; 410 milhões ao FMI e 3000 milhões em obrigações de curto prazo.

O governo de Atenas não recusa pagar as dívidas, mas o porta-voz, Gabriel Sakellaridis, confirma os atuais problemas de tesouraria: “O governo tem a responsabilidade de pagar as suas dívidas tanto internamente como ao estrangeiro. O problema da liquidez é conhecido, mas queremos ser coerentes nas nossas obrigações e, por isso, esperamos que um acordo seja alcançado rapidamente para podermos respirar um pouco no meio destes problemas de tesouraria.”

Há quatro meses que o governo grego negocia um acordo com a troika, para que esta desbloqueie uma nova tranche de ajuda. Mas União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário internacional exigem reformas no mercado de trabalho e das pensões, assim como um aumento do IVA. Atenas recusa mais cortes.