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Malásia descobre centenas de corpos em campos de detenção de clandestinos

A selva na fronteira entre a Tailândia e a Malásia volta a revelar os horrores do tráfico de clandestinos na região. As autoridades da Malásia

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Malásia descobre centenas de corpos em campos de detenção de clandestinos

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A selva na fronteira entre a Tailândia e a Malásia volta a revelar os horrores do tráfico de clandestinos na região.

As autoridades da Malásia descobriram cerca de 140 sepulturas espalhadas por 28 campos de detenção de clandestinos, utilizados até há algumas semanas pelos traficantes no estado de Perlis, no norte do país.

Segundo as autoridades locais, milhares de pessoas, a maioria pertencente à minoria muçulmana rohingya, perseguida no Myanmar, teriam sido sequestradas e torturadas em jaulas de madeira, pelo menos desde 2003.

Uma parte teria sido libertada mediante o pagamento de somas de até 1800 dólares, o equivalente a quatro anos de salário na região.

A Malásia investiga agora a possível cumplicidade da guarda florestal do país com os traficantes.

A descoberta ocorre semanas depois da vizinha Tailândia ter lançado uma operação contra o tráfico de clandestinos, após a descoberta de campos de detenção similares na mesma zona, do outro lado da fronteira.

A operação das autoridades levou os traficantes a abandonar as instalações na selva, assim como milhares de imigrantes em alto mar, na baía de Bengala e no mar de Adaman.

O Myanmar, acusado de perseguir a comunidade Royingya, anunciou ter chegado a um acordo com o Bangladesh, de onde milhares tentam escapar à pobreza, para repatriar 200 clandestinos resgatados na semana passada.

A Tailândia inciou entretanto uma operação para resgatar cerca de 2.000 imigrantes que se encontram ainda à deriva em alto mar. Os refugiados deverão ser transferidos para a Malásia e Indonésia, quando Banguecoque rejeita acolher os imigrantes no solo nacional.