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Patrocinadores ameaçam deixar FIFA

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Patrocinadores ameaçam deixar FIFA

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A Visa é a mais recente empresa a ameaçar deixar de patrocinar os eventos da FIFA, depois da megaoperação contra os membros alegadamente corruptos do órgão que governa o futebol mundial. Se a retirada do patrocínio se concretizar, este é um golpe duríssimo para a fábrica de milhões que é o futebol mundial.

Antes ainda do rebentamento do escândalo, outros dois grandes patrocinadores do Mundial de Futebol tinham-se mostrado preocupados com os rumores de corrupção: A Adidas e a Coca-Cola, o que pode vir a abalar um mundo onde os milhões ainda ditam as regras.

“É muito possível que vejamos grandes empresas direcionar os patrocínios para outros eventos, devido a uma preocupação com a imagem. Não se trata apenas de renegociar. O futebol pode mesmo vir a sofrer com isto”, diz Kathleen Brooks, diretora da Forex.com.

A alegada corrupção, que parece andar de mãos dadas com a atribuição das sedes dos mundiais e que tem vindo a ser investigada no que toca aos mundiais de 2018 e 2022, na Rússia e no Qatar, pode vir a tornar-se numa bola de neve e deixar o evento sem os principais patrocinadores.

Uma empresa australiana de equipamento desportivo, a “SKINS“http://www.skins.net/eu/skins-values-and-history/, lançou uma campanha nas redes sociais para que os atuais patrocinadores dos eventos da FIFA abandonem esses patrocínios. Os outros grandes patrocinadores incluem a McDonalds, a Hyundai e a Budweiser, do grupo Anheuser-Busch InBev.

A campanha para que estes patrocinadores abandonem a FIFA e para que Joseph Blatter se demita tem-se intensificado. Em causa estão também os alegados abusos contra trabalhadores na construção dos estádios no Qatar.

Mesmo se estas empresas estão na linha da frente quanto aos efeitos na imagem de marca, o grosso do dinheiro dos mundiais não vem dos patrocínios, mas sim das estações de televisão.