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Violação dos direitos humanos no Egito

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De  Maria Joao Carvalho
Violação dos direitos humanos no Egito

<p>O Egito ainda tem algum caminho a percorrer no que diz respeito aos direitos humanos. Esta é a conclusão a que chegou a Comissão nacional para os Direitos Humanos no Cairo. A Comissão considera que o país deve limitar a pena de morte aos crimes mais graves., entre outras sugestões e denúncias. </p> <p>Esta foi uma referência muito velada à sentença de morte a que foi condenado o ex-presidente Mohammed Morsi e outros membros da Irmandade Muçulmana, em julgamentos também criticados pela <span class="caps">ONU</span>.</p> <p>O relatório analisa o período entre junho de 2013 e o final de 2014, ou seja, o período da queda do Morsi e da tomada do poder por <a href="http://pt.euronews.com/2014/06/08/marechal-al-sisi-toma-posse-no-egito/">Abdul Fatah Saeed Hussein Khalil Al-Sisi</a> .</p> <p><strong>Abdel Aziz Yaser</strong>, membro <span class="caps">NCHR</span>:</p> <p><strong>- Os primeiros a violarem o direito à vida foram os terroristas da Irmandade Muçulmana e os aliados. Mas a prisão preventiva que excede o limite permitido constitui uma violação dos Direitos Humanos dos detidos, assim como todas as outras violações de direitos que ocorrem dentro das prisões</strong>.</p> <p>Em maio passado, a Federação Internacional dos Direitos Humanos denunciou o uso indiscriminado da violência sexual contra detidos pelas forças de segurança egípcias em total impunidade. Violência generalizada, incluindo eletrochoques nos órgãos genitais de ativistas políticos, homens e mulheres e dos homossexuais, de acordo com a <span class="caps">FIDH</span> – Federação Internacional dos Direitos Humanos.</p> <p>Este domingo, o advogado Mahinour al Masry e outros ativistas dos direitos do homem, foram condenados a 15 meses de prisão por entrarem numa sede policial no Cairo, em março de 2013, por investigarem o que aconteceu a um um outro advogado preso. A mulher deste advogado e jornalista preso, Youssef Shaaban, <span class="caps">MARWA</span>:</p> <p>- O regime não mudou. O que acontecia com a Irmandade Muçulmana acontece agora com Al Sissi. Esta é uma ditadura – o regime mata, assassina, humilha e prende as pessoas. Neste momento há mais de 40 mil detidos.</p> <p>O relatório denuncia muitas destas violações mas tem apenas o valor de um testemunho, como explica um ativista independente:</p> <p>- Malik Adlim, ativista de Direitos Humanos:</p> <p><strong>- O Conselho Nacional de Direitos Humanos não tem autoridade legal, mas apenas o valor do testemunho. Há uma lei que lhe permite o acesso a documentos oficiais, especialmente, aqueles que dizem respeito a violações dos Direitos Humanos.</strong></p> <p>Milhões de egípcios clamam por liberdade, justiça e respeito pelos Direitos Humanos. Os pedidos legítimos são repetidos há muitas décadas, mas são necessários grandes esforços para os materializar.</p>