Última hora

Última hora

FIFA: Escândalo de corrupção leva Blatter a demitir-se

A demissão de Joseph Blatter do cargo de presidente da FIFA apanhou o mundo do futebol de surpresa. O anúncio do suíço, de 79 anos, aconteceu quatro

Em leitura:

FIFA: Escândalo de corrupção leva Blatter a demitir-se

Tamanho do texto Aa Aa

A demissão de Joseph Blatter do cargo de presidente da FIFA apanhou o mundo do futebol de surpresa.

O anúncio do suíço, de 79 anos, aconteceu quatro dias depois de Blatter ter sido reeleito para o quinto mandado à frente dos comandos do organismo que tutela o futebol mundial.

O presidente demissionário argumentou que deixou de sentir o apoio “dos adeptos, dos futebolistas, dos clubes e das pessoas que vivem, respiram e amam o futebol”.

Blatter demite-se mas a FIFA continua no centro de uma investigação contra a corrupção iniciada pelo FBI. De acordo com um artigo do jornal, The New York Times, o suíço é um dos visados na investigação.

Surgiram documentos que implicavam o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke. O delfim de Blatter estará envolvido numa transferência de cerca de nove milhões de
euros, feita em 2008 para uma conta de Jack Warner, o então presidente da confederação da América do Norte, Central e Caraíbas.

Warner foi detido pelas autoridades norte-americanas e está acusado de receber subornos para ajudar a África do Sul a ganhar a organização do Mundial de 2010.

As autoridades dos Estados Unidos da América acreditam que “estes indivíduos e organizações envolveram-se em subornos para decidir quem iria transmitir os jogos, onde se realizariam os jogos e quem iria dirigir a organização que supervisiona o futebol mundial, um dos desportos mais populares em todo o globo”, informou a procuradora-geral norte-americana, Loretta Lynch.

A serem investigadas estão, também, as escolhas do Qatar, para receber o Campeonato do Mundo de Futebol em 2022 e da Rússia, a anfitriã do Mundial de 2018.

Desde a detenção de vários dirigentes da FIFA, em Zurique, no dia 27 de maio, a mando do FBI, o Kremlin tem criticado a ação da Casa Branca, acusando os Estados Unidos de procedimentos ilegais e de quererem ser os juízes do mundo.